A FlixBus pretende criar uma rede de transporte expresso em Portugal e ligar 80 cidades nacionais. Em entrevista ao Negócios, Pablo Pastega, diretor-geral da FlixBus para Portugal e Espanha, afirma que o mercado dos expressos
“tem um potencial enorme de crescimento uma vez que, segundo estudos disponíveis, a atual relação qualidade/preço está bastante abaixo de outros países europeus”.
Apesar de já ter entrado em vigor o decreto-lei que permite o livre acesso ao mercado por parte de todos os operadores e de o IMT ter aprovado a deliberação que define o procedimento de autorização e os documentos necessários, o diretor-geral da FlixBus indica que há ainda
“algumas questões que não estão suficientemente claras”. Contudo, a empresa pretende apresentar os pedidos de autorização
“tão rapidamente quanto possível”, avisa Pablo Pastega.
“Assim que os aspetos da regulamentação sejam esclarecidos estamos preparados para investir significativamente em Portugal e para desenvolver uma rede totalmente nova de expressos que ligue o país de norte a sul e do interior ao litoral”, disse o responsável.
O modelo de parcerias com operadores nacionais parece ser a solução encontrada pela FlixBus (tal como acontece no resto da europa e nos EUA), uma vez que, objetivamente, não possui autocarros nem motoristas próprios.
“Procuramos companhias que [...] têm experiência de gestão de frotas e de motoristas”, esclarece Pastega.
“O nosso modelo é baseado numa parceria equitativa e não em subcontratação. Estabelecemos acordos que preveem a distribuição de investimento e do lucro, em que os parceiros geralmente recebem mais de 50% da receita gerada por cada linha que operam dentro da parceria”. Recorde-se que, em Portugal, a FlixBus tem já dois operadores parceiros: Ovnitur e
Bus Vouga.
Para o curto prazo, a empresa tem como objetivo,
“fortalecer ainda mais a rede internacional e, em paralelo, lançar uma rede de expressos domestica”. Segundo Pablo Pastega,
“a prazo, queremos tornar-nos o principal player neste mercado” em Portugal.