O transporte ferroviário para viagens internacionais tem vindo a crescer, mas continua ainda a ter pouca expressão, transportando apenas 0,13% de passageiros. Esta é uma das conclusões do estudo “O Transporte Internacional de Passageiros em Portugal”, desenvolvido pelo Gabinete de Estratégia do Ministério da Economia. O transporte aéreo ou rodoviário continua a ser preferido nas ligações internacionais. Segundo o documento, "continua patente a preferência dos passageiros internacionais pelo modo aéreo, o que se deve à dinâmica do sector, que se manifesta pela enorme oferta de ligações, à rapidez do transporte e à competitividade dos preços, face a outros meios de transporte".
O estudo indica que as estradas nacionais são as quartas melhores da União Europeia e que o transporte rodoviário internacional de passageiros se realiza regularmente entre Espanha, França, Suíça, Alemanha e Luxemburgo. “Entre 2011 e 2017, viajaram de autocarro entre estes países e Portugal (nos dois sentidos) cerca de 3,8 milhões de passageiros, dos quais metade (1,9 milhões) entre Portugal e Espanha”.
Numa análise da evolução deste tráfego nos últimos anos, o estudo permitiu concluir que "o transporte ferroviário, apesar de ambientalmente mais eficiente, em Portugal, não tem tido investimentos que permitam ligações rápidas e de qualidade aos restantes países europeus, ao contrário do que se verifica na maior parte daqueles países, que investiram em comboios de alta velocidade e ou de alto rendimento".
O transporte ferroviário transportou entre 2008 e 2013 uma média de 137 mil passageiros, um número que cresceu em 2017 para os 251 mil passageiros. A perceção é de que continue a crescer, mas o peso do transporte ferroviária de passageiros é de 0,13%. O estudo adianta, assim, que “a rede ferroviária nacional deve, em relação aos outros meios de transporte, ocupar o espaço onde o caminho-de-ferro é mais eficiente e competitivo, designadamente nas ligações do Corredor Atlântico aos principais destinos nacionais e ibéricos: Algarve, Madrid e Galiza, e assegurando a acessibilidade a outros polos de reconhecida dimensão e com potencial para a captação/geração de viagens".