11/11/2019

Dados da PorData

Transitários portugueses valem 1,1% do PIB nacional

Segundo as conclusões do Relatório Global APAT 2019, levado a cabo pelo ISCTE Junior Consulting, “as empresas do setor dos transitários possuem um resultado líquido muito positivo, exportam mais do que importam, e a maioria divide-se entre Grande Lisboa e norte, onde se encontra concentrado 94% do volume de negócios total”.

O referido estudo aponta ainda “a extrema importância da zona comunitária para o negócio dos transitários, tanto a nível de exportações (destino de 96,51% das empresas exportadores), como a nível das importações (98,9% dos importadores recorrem a estados-membros)”, dentro do panorama nacional.

O Relatório Global APAT 2019 estudou as empresas do setor transitário, concluindo que a maioria (53%) possui menos de dez trabalhadores, e que apenas 10% têm 50 ou mais colaboradores. Em termos de faturação, o volume de negócio da maioria das empresas (52%) varia entre os 500 mil euros e os cinco milhões de euros, sendo que 19% das empresas têm um volume de negócios abaixo dos 500 mil e 20%, entre os cinco e os 20 milhões de euros.

62% das empresas transitárias importam mercadorias, sendo que 98,99% destas fazem-no dentro da zona comunitária, num volume total superior a 303,7 milhões de euros anuais. Todavia, importa olhar para os números de exportação, uma vez que 78,41% as empresas transitárias admitem realizar trocas com o exterior, num total superior a 704 milhões de euros.

Perante estes resultados, a PorData concluiu que o setor transitário representa cerca de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) português. Fundada em 1974, a APAT tem atualmente 260 associados, sendo que nos últimos 20 anos viu crescer de forma exponencial o número de empresas associadas.

Por: Pedro Venâncio
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