Julho foi um mês marcado pela temática ambiental, sendo neste mês que se assinalou o Dia Mundial de Conservação da Natureza, um dia que pretende consciencializar os cidadãos para a necessidade cada vez mais urgente de conservar e proteger o meio ambiente.
Os transportes são, como sabemos, uma das indústrias mais poluentes do meio ambiente. No entanto, não deixamos de querer que os bens que necessitamos cheguem a todos – e o mais rápido possível. A grande questão que, atualmente, devemos colocar enquanto consumidores, prende-se com a forma como vamos conseguir manter o estilo de vida que alcançámos e, ao mesmo tempo, tornarmo-nos mais conscientes e menos prejudiciais para o nosso planeta? Será que, enquanto empresas, estaremos dispostos a mudar estruturalmente as nossas práticas?
A verdade é que, além de ser uma melhor opção para o mundo, um modelo de negócio baseado na sustentabilidade é também mais eficiente e, logo, melhor para as empresas. Como? Contribuindo para uma otimização de custos e, muitas vezes, de tempo. Ao nível da circulação de bens, práticas como o transporte colaborativo são essenciais para poupar quilómetros desperdiçados por camiões, combustível e, consequentemente, para reduzir a emissão de CO2 para a atmosfera.
No entanto, estas práticas têm de ser assumidas em parcerias conjuntas. É importante que haja um compromisso das empresas de logística e de transportes mas também de todo o setor, no sentido de otimizar as práticas de negócio. Só assim é possível contribuir para a conservação de um bem maior. É urgente assegurar que, no transporte de bens, as paletes de madeira são sustentáveis e de fontes certificadas; que há um esforço real na redução da emissões de CO2; que as fontes de energia utilizadas são renováveis e que se reduz a zero os desperdícios da indústria direcionados a aterros sanitários.
Práticas e modelos de negócio com base na reutilização e partilha são fundamentais para a conservação da Natureza. Todos queremos que os nossos bens essenciais cheguem até nós no dia a dia. Mas essa necessidade não deve comprometer o meio ambiente: criarmos um melhor negócio deve significar contribuirmos para o melhor das comunidades em que nos inserimos e para o melhor do nosso planeta.
por Filipa Ferreira Mendes, Country Manager da CHEP