5/29/2019

No Porto de Sines

Piloto da JUL estará em pleno funcionamento no final do verão

O projeto-piloto da Janela Única Logística (JUL) que irá começar a ser testado no Porto de Sines deverá ficar concluído e a funcionar, com informação real, no final deste verão. Em declarações à Transportes em Revista, José Simão, diretor-geral da DGRM, referiu que «a JUL foi montada na APRAM, nos Portos da Madeira, e agora estamos a estabilizar o seu arranque. Em paralelo, vamos começar os primeiros testes no Porto de Sines em junho e intensifica-los em julho e agosto. No final do verão, o piloto estará a funcionar já em testes com informação real. Isso significa que, por exemplo, todos os comboios que entrem e saiam do Porto de Sines já sejam tramitados na JUL. Em seguida iremos avançar para o Porto de Leixões, que tem uma componente rodoviária muito forte. Posteriormente, será feito o “roll out” para os restantes portos nacionais».
O diretor-geral da DGRM, que falava à margem do seminário “Portos Secos/Parques Seguros”, promovido pela Transportes em Revista e pela APAT, avançou que o Decreto-lei que criou o conceito de porto seco estabelece a JUL como «a ferramenta por excelência para a interoperabilidade eletrónica entre todos os atores envolvidos» na cadeia logística, e que neste momento estão a ser desenvolvidos os requisitos para a comunicação entre portos secos e portos marítimos. Para tal, revela José Simão, a DGRM está «a trabalhar em simultâneo com a Direção Geral das Alfândegas, de modo a incorporar no sistema todos os procedimentos aduaneiros, uma vez que são essenciais para implementar o sistema. Prevemos que no dia 1 de julho tenhamos o sistema montado em ambas as partes de modo a fazermos a integração entre os portos secos e os portos e terminais marítimos».
José Simão disse ainda que a DGRM está disponível para responder a todas as dúvidas dos stakeholders em relação à JUL e que tem previsto realizar, em conjunto com a Direção Geral das Alfândegas, «alguns workshops dedicados e direcionados a cada segmento, como transitários, donos de terminais, operadores de transportes, entre outros, não só para explicar este modelo de relacionamento como também para que possam começar a planear as respetivas adaptações dos seus sistemas informáticos».

Por: Pedro Pereira
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