2/15/2019

Travessia do Tejo

Governo lança concurso para compra e manutenção de 10 catamarãs

O Governo lançou concurso internacional para aquisição e manutenção de dez catamarãs que vão fazer a travessia do Tejo – Lisboa, Cacilhas, Seixal e Montijo – e substituir os atuais cacilheiros. Os novos navios, movidos a gás natural liquefeito (os atuais são a gasóleo e fuelóleo), serão mais rápidos, mais eficazes, mais confortáveis, com mais qualidade e maior fiabilidade. Os barcos terão um comprimento de 43 metros, viajam a uma velocidade de 25 nós e terão 430 lugares, com espaço para acondicionar bicicletas, cadeiras de rodas e carros de bebé. 

O investimento nestes catamarãs será de 89.946 milhões de euros, co-financiado pelo POSEUR e Fundo Ambiental, sendo que 57 milhões de euros são disponibilizados para aquisição e 33 milhões para a manutenção.

Na cerimónia de lançamento do concurso, António Costa, primeiro-ministro, disse, de acordo com o Jornal Económico, que “só neste concurso está previsto um investimento superior a todo o investimento que foi feito na legislatura anterior em todos os sistemas de transportes públicos. Não é só na Soflusa e na Transtejo, mas na Carris, no metro, na Carris, nos STCP e na Refer”.



A Transtejo/Soflusa receberá os primeiros três catamarãs em 2021. No ano seguinte, chegam às águas do Tejo mais três novos navios. Depois, dois serão entregues em 2023 e os restantes dois, em 2024.

António Costa afirmou ainda que “até hoje, o esforço de investimento já representou 260 milhões de euros. Cada euro que gastamos tem de possuir duas finalidades: recuperar das feridas da crise e preparação para o futuro”. O primeiro-ministro lembrou ainda a importância destes novos transportes para mitigação das alterações climáticas. “Se queremos vencer os desafios das alterações climáticas, temos de investir na descarbonização da sociedade. Alterar o paradigma da mobilidade não é só mudar do diesel para o elétrico, mas também do transporte individual para o coletivo. O transporte coletivo não pode ser a fatalidade de quem não tem recursos”, concluiu.
O contrato prevê o fornecimento dos navios e a manutenção das embarcações até 2035.

Em 2018, a Transtejo/Soflusa transportou, em média, por dia, 28.532 passageiros, mais 4,8% do que em 2017. No final do ano passado, foram quase 18 milhões de passageiros a cruzar o tejo em cacilheiros e catamarãs.

Por: Sara Pelicano
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