9/14/2018

Devido à greve do SEAL

YILPORT aponta redução no volume movimentado de 40%

Em comunicado, a YILPORT veio esclarecer o ponto de situação da greve declarado pelo SEAL. Segundo o operador portuário, “não tem sido possível conseguir mão-de-obra para o trabalho suplementar e enfrentam-se limitações nos recursos para os diferentes turnos de trabalho. Apesar de todos os esforços que fazemos para reduzir os impactos negativos da greve do Sindicato de Lisboa nos nossos serviços, todo este processo representa para nós tanto perda de capacidade como de produtividade nos terminais mencionados”.

Além disso, a YILPORT afirma que está “a fazer todos os esforços para manter todas as escalas nos terminais afetados e minimizar o efeito da greve para os armadores, os clientes e a economia portuguesa. O primeiro impacto aponta para uma redução no volume movimentado na ordem dos 40% devido à falta de trabalhadores nos portos mencionados acima”.

A YILPORT reforça que “esta é uma enorme perda de volume que leva a que os clientes prefiram terminais a norte ou a sul, em detrimento dos terminais de Lisboa. Estamos cientes de que a continuidade dos serviços semanais é o princípio base no shipping e, infelizmente, estas greves causam danos no que é fundamental, a sustentabilidade. Avaliando de uma perspetiva mais ampla, esta greve prejudica a imagem do shipping português e afeta enormemente a maneira como este se integra nos padrões globais”.

Em comunicado, a YILPORT lamenta ainda que “seja novamente o Porto de Lisboa o mais afetado, e especificamente para a YILPORT, os terminais da YILPORT Liscont, YILPORT Sotagus e YILPORT Setúbal (Sadoport), juntamente com os seus estimados clientes”. Apesar da situação, o operador portuário acredita “no potencial de Portugal” e afirma que “estamos dispostos a investir mais no sentido de proporcionar melhores serviços aos exportadores e importadores portugueses” e ”a trabalhar com a Autoridade Portuária de Lisboa em formas de desenvolver o porto”.

Notório é, sublinha a YILPORT no mesmo documento, que “esta greve ocasiona perda de volumes e sem volumes é verdadeiramente difícil investir no futuro dos portos e este tipo de greves prejudica as discussões sobre os termos das novas concessões. No entanto, somos parte de uma cadeia de distribuição e sem determos a mesma intenção dos parceiros como sejam o Sindicato de Lisboa, os armadores, operadores logísticos e autoridades, é quase impossível atingir os tão desejados padrões globais, e manter a indústria Portuguesa competitiva e atrativa no mercado”.

Por: Pedro Venâncio
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