7/11/2018

No final de julho 

Metro vai lançar concurso para adquirir novos comboios

O Metropolitano de Lisboa prepara-se para lançar um concurso público internacional para a aquisição de 14 unidades triplas elétricas (sete comboios, constituídos por duas unidades triplas elétricas cada). Em entrevista à Transportes em Revista, Vítor Domingues dos Santos, presidente do Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa, referiu que «o concurso será lançado no final de julho» revelando ainda que a empresa recentemente fez uma consulta preliminar ao mercado «em que apresentámos o nosso programa e onde estiveram presentes 15 fabricantes». Entre os presentes, estiveram representantes de empresas chinesas e sul-coreanas, para além de multinacionais como a Siemens, Bombardier, Alstom, entre outros.
De acordo com o presidente do Metro, «as novas carruagens já terão uma disposição em que os bancos são longitudinais, criando mais espaço nos salões e facilitando, não só, a circulação de pessoas com mobilidade reduzida, como também, de pessoas com bicicletas, malas e carrinhos de bebé. Esta disposição vai passar a ser um standard em todas as composições do Metropolitano de Lisboa». Para o responsável, «queremos garantir que o material corresponde a um conjunto de especificações técnicas e procuramos material muito semelhante ao nosso mas com alguma inovação tecnológica. Qualquer um destes fabricantes tem capacidade para o fazer, mas também queremos garantir que existam os componentes necessários para substituir peças, assistência técnica, formação, e que a manutenção possa ser feita dentro das oficinas do Metropolitano de Lisboa - isso é essencial».
O Metro prevê investir 110 milhões de euros na aquisição do material circulante e prepara-se também para modernizar os seus sistemas de segurança, sinalização e controlo de circulação.
«Essa é uma das alterações mais importantes que iremos fazer. O nosso sistema de sinalização é dos anos 70, de cantão fixo, em que a circulação baseia-se num conjunto de sinais e definições prévias, e vamos alterá-lo para um sistema de "computer based train control", que permite aos comboios circular e operar da forma mais otimizada possível, permitindo, por exemplo, reduzir os intervalos entre comboios», revelou Vítor Domingues dos Santos. O presidente do Metropolitano de Lisboa adiantou que «esta tecnologia já existe no mundo inteiro e permite-nos que os intervalos entre comboios sejam de 3:50 minutos. Numa primeira fase, vamos avançar com concursos para as linhas amarela, verde e azul; numa segunda fase será a linha vermelha».

Não perca a entrevista completa de Vítor Domingues dos Santos, na edição 184 da Transportes em Revista

Por: Pedro Pereira
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