6/4/2018

Empresa cresceu 4% em 2017

Fertagus considera “viável” integração em passe multimodal

A administradora delegada da Fertagus, Cristina Dourado, revelou que a empresa está disponível para integrar a criação de um passe multimodal para a cidade de Lisboa. No entanto, sublinhou que esta solução requer uma distribuição da receita por diferentes operadores. “Já temos alguns estudos designadamente a integração no passe multimodal e que nos parece viável, mas que não depende de nós porque a questão que se coloca quando falamos num passe desta natureza é que é um passe que os clientes compram e utilizam em todos os modos de transporte. E em que essa receita tem de ser repartida por diversos operadores”, explicou Cristina Dourado em entrevista ao Jornal de Negócios.

A responsável pela empresa do Grupo Barraqueiro que tem a concessão da operação do comboio da Ponte 25 de abril defendeu ainda “maior envolvimento das autarquias na definição de uma rede mais capaz para o futuro”. Cristina Dourado considerou também que “o problema do financiamento não está resolvido”, sublinhando que “é preciso deixar de apostar tanto na concorrência entre modos de transporte e mais na complementaridade”.

Expandir ao Oriente e Montijo
Questionada sobre a expansão da Fertagus ao Oriente ou um eventual aeroporto que poderá ser construído no Montijo, Cristina Dourado afirmou que essa decisão é do Estado. 

A Ponte 25 de abril vai ser intervencionada, mas o transporte ferroviário não deverá ser afetado com as obras. "Neste momento, o que o IP [Infraestruturas de Portugal] me garantiu é que não vai haver perturbações ao nível da circulação ferroviária. Os trabalhos que terão de ser feitos são feitos normalmente durante o período da noite em que os comboios não podem circular. Portanto, não esperamos qualquer limitação ao nível da circulação dos comboios”, resumiu Cristina Dourado na mesma entrevista.

Continuar a concessão
No ano passado, a Fertagus cresceu 4% face ao ano de 2016 e as perspetivas para 2018 “são de crescimento de 3,5% a 4%”. Num momento de renegociação do contrato de concessão, que termina em 2019, Cristina Dourado declarou da vontade da Fertagus em continuar a operar a linha ferroviária da Ponte 25 de Abril nas condições negociadas em 2010, em que o Estado deixou de pagar as compensações pela prestação do serviço público. “Não faz sentido termos chegado aqui e voltarmos para trás. Obviamente dentro das condições que temos”.

Por: Sara Pelicano
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