8/10/2017

De Cabo Verde

Grupo Sousa convidado para a concessão dos portos

O Grupo Sousa quer gerir as operações portuárias dos principais portos de Cabo Verde, depois do Governo cabo-verdiano ter desistido de concessionar os portos ao grupo francês Bolloré. A ideia do executivo de Ulisses Correia da Silva seria de implementar um sistema de operações portuárias semelhante àquele que vigora na Madeira.

A proposta do Grupo Sousa para concessionar os portos de Cabo Verde assemelha-se do modelo de operações portuárias implementado na Madeira: um sistema de operações portuárias em regime de licenciamento, em mercado aberto e de livre acesso – em regime de concorrência – nos portos da Praia, Mindelo, Palmeira e Sal-Rei. A concessão delega à empresa de Luís Miguel Sousa a possibilidade de transporte marítimo internacional, transporte marítimo de cabotagem entre portos e a criação de uma linha quinzenal entre Cabo Verde e Guiné-Bissau, além da dinamização do “transhipment” e a gestão e viabilização das plataformas logísticas.

A gestão dos principais portos de Cabo Verde está envolta em polémica desde a mudança de governo, em abril de 2016. O anterior executivo, de José Maria Neves, tinha decidido concessionar os portos de Praia e do Mindelo ao grupo francês Bolloré, gestor de infraestruturas portuárias em vários países da costa ocidental africana. Contudo, e segundo a revista África Monitor, o atual executivo de Ulisses Correia da Silva, terá reunido duas vezes com responsáveis do Grupo Sousa, convidado a apresentar uma proposta “global e integrada”.

Em comunicado, o Ministério das Finanças de Cabo Verde, justifica a medida: "após uma aprofundada análise do processo” concluindo “que o modelo de subconcessão, anteriormente adotado para a exploração dos principais portos de Cabo Verde, não responde às exigências da nova visão e da estratégia definidas para o setor". O executivo de Ulisses Correia e Silva “está empenhado em imprimir eficácia e competitividade ao sistema nacional de portos”, “desde logo com as empresas que possuem “know-how” relevante em matéria de logística portuária, capacidade de investimento e network”.

Por: Pedro Venâncio
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