3/15/2017

Pedro Marques

«É provável que a CP tenha de adquirir material circulante elétrico»

A CP poderá avançar para a compra de mais locomotivas e comboios elétricos, uma medida que deverá fazer parte de um plano estratégico para o material circulante que a empresa irá desenvolver durante o corrente ano. O ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, deu uma grande entrevista à Transportes em Revista – edição 167 (Carga & Mercadorias) e edição 168 (Passageiros & Mobilidade) – onde revela que uma das principais orientações estratégicas para a CP – Comboios de Portugal passa por «apostar na renovação do material circulante». De acordo com Pedro Marques, «a prioridade é a renovação de meia vida dos Alfa Pendulares e este ano serão renovados 3 ou 4 comboios. Por outro lado, serão feitos investimentos importantes na renovação do material circulante afeto aos serviços suburbanos. Por exemplo, já estamos a fazer essa requalificação nos comboios da Linha de Cascais. Também precisamos de elaborar um plano estratégico para o material circulante. Como estamos a mudar grande parte da nossa rede para tensão elétrica é provável que necessitemos de aumentar a nossa frota de comboios. É muito provável que este plano, que será desenvolvido durante o corrente ano, preveja já a aquisição de material circulante elétrico». Questionado sobre se a CP tem condições económicas e financeiras para adquirir mais comboios, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas disse que «é necessário equacionar esse tipo de situações no contexto global de uma empresa como a CP, que tem de oferecer um serviço de qualidade em toda a sua rede. Não vou antecipar conclusões de um plano que está a começar a ser desenvolvido mas, como disse, é muito provável que tal aconteça». Outro dos temas abordados foi a possível fusão da EMEF com a CP. Apesar de não confirmar esta decisão, Pedro Marques salienta que esta é uma questão «de natureza orgânica e pode determinar que a capacidade da EMEF possa ter de ser reajustada de modo a não perder nenhuma das suas competências». Para o ministro, o facto de o Tribunal de Contas ter vindo a apresentar «algumas dificuldades» em relação aos contratos que têm vindo a ser realizados entre a EMEF e a CP poderão ditar a fusão, até porque a Tutela não quer a EMEF deixe de apresentar-se no mercado de forma competitiva, prestando serviços de manutenção ferroviária a outras empresas nacionais e estrangeiras. «A fusão é uma das hipóteses possíveis para ultrapassar essas dificuldades colocadas pelo Tribunal de Contas. Mas vamos ainda analisar qual será a melhor solução», adianta.

Por: Pedro Pereira
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