A influência das estruturas físicas da rodovia, das correntes ambientais e ecológicas, do desenvolvimento tecnológico dos veículos e da balança económica da mobilidade e serviços rodoviários necessita de um motorista que saiba obrigatoriamente construir no conhecimento e desenvolvimento da segurança rodoviária e na agência das trocas das economias. O condutor deve possuir elevadas capacidades de controlo e interpretação dos processos de analise e execução.
O desenvolvimento da condução ideal implica uma mudança estável no comportamento e na capacidade, que resulte também da prática e de outras formas de experiência. Saber conduzir é uma tarefa de integração num sistema e numa cultura que contribua para influenciar e ser influenciado. Os valores da partilha vão consolidar um conjunto de regras e respeito pelo outro utilizador da via e do espaço urbano ou não urbano, que contribuirão prioritariamente para a diminuição da sinistralidade rodoviária.
A tarefa de aprendizagem da condução não termina com aprovação em exame de habilitação para condutores. A condução exige aprendizagem em processo permanente e contínuo, saber guiar não é o mesmo que saber gerir múltiplas exigências da lei, da cultura e da partilha.
A via, o veículo e o condutor sempre foram considerados os vetores da segurança rodoviária. Há, no entanto, que considerar o mais recente e dinâmico desenvolvimento tecnológico dos veículos, da orientação e comunicação. Em recentes estudos sobre a sinistralidade rodoviária com veículos pesados destacou-se a antiguidade do veículo, com enorme contributo para o agravamento das consequências do acidente.
Quanto mais antigos os veículos, mais são as gravidades dos intervenientes. Uma percentagem dos inquiridos desconhecia a conveniente utilização dos meios tecnológicos ao dispor em veículos mais recentes. Se o soubessem utilizar convenientemente, as consequências de acidentes em número mais reduzido seriam menos gravosas. Se juntarmos a essas vantagens os benefícios da condução ecológica económica e eficiente, então teremos motoristas de sucesso permanente.
A obrigatoriedade de motoristas capazes e intervenientes na complexidade da mobilidade e serviços implica proporcionar mais informação, mais pesquisa, mais troca de opiniões, mais condições profissionalmente atrativas. A formação contínua ajuda a manifestar a experiência e o conhecimento das soluções em cada motorista.
Conduzir um veículo pesado é um ato de partilha, conhecimento e responsabilidade, infelizmente nem sempre é reconhecido por outros utentes da via.
Um abraço diário, entre o condutor e os restantes influenciadores da condução, dá muita segurança e autoestima.
Bom Ano!
por António Pinto Reis
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