terça-feira, 20 de Outubro de 2020

 
Reta
Carga & Mercadorias
15-04-2020
Tráfego de Contentores foi dos mais afetados
Portos nacionais registaram quebra de -7,5% em janeiro e fevereiro
Em janeiro e fevereiro de 2020, os portos do Continente registaram uma quebra de -7,5%, tendo movimentado neste período um total de 14,2 milhões de toneladas, menos 1,16 milhões de toneladas face a igual período de 2019. De acordo com a AMT – Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, apesar deste valor negativo, durante os primeiros dois meses do ano, “os Produtos Petrolíferos, Outros Granéis Líquidos, carga Ro-Ro e Minérios registaram a sua melhor marca de sempre no volume movimentado”.
Segundo a AMT, no desempenho geral dos portos comerciais do Continente, Sines continua a ser o porto com maior influência , tendo registado “uma quebra de -1,06 milhões de toneladas, -13,1% face a igual período de 2019”. Neste porto, só a Carga Contentorizada e o Carvão tiveram perdas de -819,1 mt e -616,8 mt.
Também Setúbal, Lisboa, Viana do Castelo e Aveiro acompanham esta tendência, traduzindo-se num decréscimo global de -1,33 milhões de toneladas. Houve quebras significativas no Carvão em Setúbal, com -17mt, e na Carga Contentorizada em Lisboa (-77,1mt), Setúbal (-58,7mt), Leixões (-20,7mt) e Figueira da Foz (-4,4mt).
Em sentido oposto, Leixões, Figueira da Foz e Faro registam ganhos homólogos de, respetivamente, +3,3%, +24,6% e +350,6%., correspondentes a +184,1 mil toneladas, no seu conjunto. Já o Petróleo Bruto e os Produtos Petrolíferos, em Sines e Leixões, os Produtos Petrolíferos em Sines e ainda nos Outros Granéis Sólidos, em Aveiro, foram responsáveis por acréscimos na ordem dos +650,3 mil toneladas no seu conjunto.
De acordo com a AMT, “entre janeiro e fevereiro de 2020 registaram-se as melhores marcas de sempre no volume movimentado de Produtos Petrolíferos (21,6% do total), de Outros Granéis Líquidos (3,1%), carga Ro-Ro (2,1%) e Minérios (1,6%). Sines, embora tenha perdido a maioria absoluta, mantém a liderança com uma quota de 49,6% (-3,6 pp face ao período homólogo de 2019), seguindo-se Leixões com 23,2%, Lisboa com 11,6%, Setúbal, que recupera a quarta posição, com 6,9%, Aveiro com 5,9% e Figueira da Foz com 2,3%”.

Contentores com redução de -12%

Os dados avançados pela AMT salientam que “o tráfego de Contentores traduz uma quebra significativa de -12%, justificada, fundamentalmente, pelo comportamento do porto de Sines, cujo movimento registou -47,9 mil TEU´s do que no período homólogo de 2019, que corresponde a uma quebra de -16,4%. Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz e Leixões também contribuíram para esta quebra, registando, no seu conjunto, um recuo de quase -12 mil TEU´s”. Em termos globais, constata-se que a variação negativa em Sines decorre exclusivamente do tráfego de transhipment (a registar uma quebra de -24,6% no volume de TEU´s), sendo, com efeito, de referir que o tráfego com o hinterland apresenta um acréscimo de cerca de +5,1%, a melhor marca de sempre neste segmento. Leixões verifica a situação oposta, com o transhipment (embora com uma dimensão de apenas 8,4%) a aumentar +25,1%, e o tráfego com o hinterland a recuar -2,1%. Neste segmento, o porto de Sines continua na liderança com uma quota de 55,8%, seguindo-se Leixões, com 25,6%, Lisboa, com 13,4%, Setúbal, com 4,6%, e Figueira da Foz, com 0,6%.

Escalas de navios aumentaram

Em janeiro e fevereiro registou-se um total de 1662 escalas de navios, +2,8% face ao período homólogo de 2019, correspondente a uma arqueação bruta de 30,8 milhões, menos -0,4% face a igual período do ano anterior, salienta a AMT. Os portos de Douro e Leixões observaram o acréscimo mais significativo do número de escalas, com +31, seguindo-se Lisboa com +24, Figueira da Foz com +13 e Faro com +5, tendo anulado os registos negativos de Sines com -15, Setúbal com -5, Viana do Castelo com -4, Portimão -3 e Aveiro com -1.
Para a AMT, “a variação global negativa do volume de carga movimentada no período janeiro-fevereiro de 2020 face ao mesmo período de 2019, resulta da conjugação de comportamentos negativos registados nas operações de embarque e nas operações de desembarque, incluindo transhipment, que observam quebras respetivas de -3,2% e de -10,2%”. Por outro lado, salienta, “o comportamento do fluxo de embarque, que inclui a carga de exportação, traduz uma quebra global protagonizada, essencialmente, pela Carga Contentorizada, registando quebras no volume embarcado em todos os portos, distinguindo-se Sines, com -17,9% (-354,4 mt) e Lisboa, com -15% (-65,9 mt). Os Produtos Petrolíferos, por outro lado, registam acréscimos significativos, sendo de +29,2% (+253,6 mt) em Sines e de +15,2% (+50,4 mt) em Leixões. De referir que a Carga Contentorizada e os Produtos Petrolíferos representam, em conjunto, 73,4% do volume total de carga embarcada”.



por: Pedro Pereira
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Comentários
15-04-2020 18:49:21 por Fernando Grilo
Sugiro que a TeR questione a PSA e a APS sobre a quebra brutal do tráfego de transhipment em Sines que já vem do ano 2019. Para não se ficar apenas pelas citações.
  
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