terça-feira, 20 de Outubro de 2020

 
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Passageiros & Mobilidade
15-04-2020
MUBi
“Lisboa deve apoiar e encorajar os modos ativos de deslocação”
A Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (MUBi) fez chegar à Câmara Municipal de Lisboa (CML) um conjunto de medidas para assegurar que os cidadãos dispõem de opções seguras e saudáveis para as deslocações necessárias em contexto de pandemia.

Em comunicado, a MUBi sublinha que “os modos ativos de deslocação trazem enormes benefícios sociais e de saúde pública, e o seu uso durante a pandemia de COVID-19 é seguro desde que garantidas as recomendações da DGS”. Além disso, “a bicicleta tem também um papel importante na manutenção da resiliência dos sistemas de transporte, proporciona serviços de distribuição e entregas, substitui viagens em automóvel e ajuda a descongestionar os transportes públicos”.

A poluição atmosférica em meio urbano, resultante sobretudo do uso do transporte motorizado, aumenta o risco de mortalidade de doentes com COVID-19. “Estudos recentes indiciam a hipótese das partículas de poluição servirem de vetor ao vírus, permitindo-lhe pairar mais tempo no ar, alcançar maiores distâncias e contagiar mais pessoas”, esclarece a MUBi.
 
“O momento que vivemos exige políticas públicas coerentes que incentivem à redução da utilização do transporte motorizado individual, e apoiem e encorajem os modos ativos de deslocação”. Medidas propostas pela MUBi à CML:

- Proceder, nos eixos viários em meio urbano com mais que uma via de trânsito em cada sentido, à redução do número de vias, por forma a promover a acalmia do tráfego motorizado e a redução do risco rodoviário para todos (eixos como a Avenida de Roma, Avenida Almirante Reis, Avenida 24 de Julho, Avenida da Índia, Avenida de Berna, Avenida Lusíada, Avenida Egas Moniz e Avenida Gago Coutinho);

- Disponibilizar essas vias libertadas para a utilização dos modos ativos, como corredores sanitários, garantindo um maior distanciamento físico aos cidadãos que circulam a pé ou em bicicleta;

- As partes ainda em falta do plano de expansão da rede ciclável de Lisboa sejam colmatadas com ciclovias temporárias de emergência, à semelhança do que está a ser feito em Bogotá, Nova Iorque, Cidade do México, Berlim, Budapeste, entre outras;

- Os troços de ciclovias colocados erradamente no passeio sejam, no âmbito das medidas de emergência, deslocados para o espaço rodoviário;

- Apelar aos cidadãos que, nos casos de deslocações essenciais e necessárias, o façam, sempre que possam, em bicicleta ou a pé;

- Tornar as GIRA temporariamente gratuitas para todos os utilizadores;

- Reduzir o limite de velocidade na cidade para 30 km/h, com exceção de vias de nível 1;

- Apelar aos cidadãos que se abstenham de comportamentos de risco na condução de veículos motorizados;

- Aumentar e diligenciar junto das autoridades competentes uma fiscalização mais intensa desses comportamentos de risco;

- Tentar acordos com os operadores privados de micromobilidade para que haja condições mais vantajosas de utilização dos seus serviços e aumentar as alternativas ao uso do automóvel particular;

- Monitorizar o efeito das medidas temporárias descritas acima e utilizar os dados para sustentar medidas mais perenes de transformação do espaço público do Município de Lisboa em favor dos modos ativos, dos cidadãos e da qualidade do ar.
por: Pedro Venâncio
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