segunda-feira, 19 de Outubro de 2020

 
Reta
Passageiros & Mobilidade
31-03-2020
750 trabalhadores serão abrangidos
Grupo Rodoviária do Tejo anuncia que vai avançar para Lay-off
O Grupo Rodoviária do Tejo, que integra as empresas Rodoviária do Tejo, Rodoviária do Lis e Rodoviária do Oeste, anunciou que no dia 1 de abril vai avançar para a situação de Lay-off, extensível à totalidade dos trabalhadores das três empresas do Grupo, de que fazem parte 750 pessoas.
A empresa, que é detida pelo Grupo Barraqueiro e pela Transdev, refere que “as restrições de mobilidade decretadas e aplicadas ao setor, resultaram numa quebra da atividade geral do Grupo que ascende aos 90%, com uma quebra total nos serviços de turismo ocasional e uma quebra nos serviços regulares (serviços urbanos, interurbanos e Expressos) de 90%. Devido a esta quebra de atividade e consequentemente de receita, a empresa, para além de se preocupar com o acautelar da saúde dos seus trabalhadores, tem também a necessidade de assegurar medidas que visem garantir o pagamento dos respetivos salários e a manutenção dos postos de trabalho”. A empresa salienta ainda que irá manter os serviços mínimos de mobilidade, assegurados pelo número necessário de funcionários por região, garantindo a manutenção de equipas “espelho” sem possibilidade de contacto, para minimizar os impactos que poderão surgir desta situação.
“Estando cientes de que a solução apresentada não é a mais favorável à manutenção e recuperação da economia do país, reforçamos que temos desenvolvido contactos ativos com as autoridades de transporte, no sentido de encontrarmos medidas alternativas à situação de Lay-off, medidas que acreditamos que ainda venham a surgir e que nos possibilitem um olhar diferente e mais positivo para o futuro”, salienta a Tejo.
Entre as medidas sugeridas, a Tejo apela à “predisposição das entidades públicas na regularização de todas as dívidas verificadas para com a empresa, como forma de melhorar as condições de tesouraria e consequentemente garantir o pagamento dos salários”. Em segundo lugar, a Tejo realça que “é importante que, à semelhança das medidas implementadas pela AML e pela AMP, sejam ativados mecanismos de receita que permitam a todos os operadores a nível nacional, a garantia da receita recebida pela prestação de serviços de transporte público, tendo por base os valores do período homólogo do ano anterior atualizado pela TAT”.
O Grupo Tejo destaca ainda a necessidade de suspensão de todos os processos de contratualização em curso: “no momento em que vivemos hoje e com as medidas que as empresas na sua maioria estão a implementar, preparar e trabalhar respostas a processos de contratualização implicaria a formação de equipas multidisciplinares focalizadas neste âmbito, o que não é, de todo, compatível com as prioridades definidas, que pressupõem a manutenção mínima de pessoal ao serviço, considerados apenas os meios humanos necessários à manutenção dos serviços mínimos de mobilidade”.
por: Pedro Pereira
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