segunda-feira, 28 de Setembro de 2020

 
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Carga & Mercadorias
17-03-2020
COVID-19
Fronteiras parcialmente encerradas entre Portugal e Espanha
Todas as fronteiras entre Portugal e Espanha foram parcialmente encerradas, com exceção para o transporte de mercadorias e deslocações laborais, desde as 23 horas desta segunda-feira. Tráfego aéreo, ferroviário e fluvial está igualmente suspenso, por tempo indeterminado.

De acordo com Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, “apenas será autorizada a circulação de veículos de mercadorias, de cidadãos nacionais ou de residentes em Portugal, tal como residentes em Espanha no sentido contrário, pessoal diplomático, e para acesso a cuidados de saúde”, acrescentando que “estarão impedidas todas as circulações turísticas ou de lazer entre os dois países”. A decisão foi tomada após reuniões entre os governos de ambos os países.

Apenas nove ligações fronteiriças se mantêm abertas: Valença-Tuy; Vila Verde da Raia-Verín; Quintanilha-San Vitero; Vilar Formoso-Fuentes de Oñoro; Termas de Monfortinho-Cilleros; Marvão-Valência de Alcântara; Caia-Badajoz; Vila Verde de Ficalho-Rosal de la Frontera; e Vila Real de Santo António-Ayamonte. Em todas as fronteiras será ainda realizado “controlo sanitário” a todas as pessoas, numa articulação de esforços entre as forças policiais dos dois países.

Adicionalmente, “foi decidido que seria suspenso o tráfego aéreo entre os dois países, [assim como] não teremos voos entre os aeroportos nacionais e os aeroportos espanhóis”, disse Eduardo Cabrita. O tráfego aéreo entre Portugal e Espanha está aberto somente para aeronaves do Estado e das Forças Armadas, voos para transporte de carga e correio, de caráter humanitário ou de emergência médica.

A atracagem de embarcações de recreio e desembarque de passageiros em marinas está igualmente suspensa. “Estas restrições correspondem às regras europeias de gestão de fronteiras e integram-se nas orientações hoje aprovadas na reunião de ministros da Saúde e da Administração Interna” da União Europeia, afirmou Eduardo Cabrita.

Apesar destas restrições, “a economia não pode parar”, disse o ministro da Administração Interna, reforçando que “é essencial assegurar que bens de primeira necessidade não são transportadores do vírus. Temos de manter a cadeia a funcionar”. Relativamente aos camionistas, “o que faremos são os mecanismos de acompanhamento sempre que necessário, mas a orientação europeia é de que temos de ter vias verdes para o transporte de bens alimentares e outros produtos essenciais na fronteira”.
por: Pedro Venâncio
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