quinta-feira, 9 de Julho de 2020

 
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Passageiros & Mobilidade
04-03-2020
MobiCascais
Cascais (a)Próxima passageiros dos transportes públicos
Desde o dia 1 de janeiro de 2020, à semelhança do que acontece com um reduzido número de cidades europeias, Cascais passou a ser o primeiro concelho do país a garantir aos cidadãos transporte público rodoviário gratuito. Juntamente com o carsharing, o bikesharing e a partilha de trotinetas, a Cascais Próxima prepara uma nova revolução na mobilidade do município.



A Transportes em Revista foi até à vila de Cascais para saber o que está implícito nesta gratuitidade há muito prometida pela autarquia. Simultaneamente, testámos as várias soluções integradas de mobilidade da MobiCascais. Numa viagem somente realizada de transportes públicos, partimos do centro de Lisboa em direção ao Cais do Sodré, onde posteriormente subimos a bordo do comboio que nos levou até ao nosso destino. A viagem pela mal-amada Linha de Cascais foi agradável e proveitosa pois tivemos tempo de rever todas as questões que levávamos no bolso. Às 10h00 da manhã chegámos a Cascais, já fora do tradicional lufa-lufa matinal, e logo à saída da estação fomos abordados por um grupo de jovens que nos entregou um folheto precisamente sobre a gratuitidade dos autocarros.

O preço da gratuitidade dos transportes públicos
Em primeiro lugar, há que esclarecer a quem se destina esta gratuitidade dos transportes públicos rodoviários. Segundo a autarquia, estão abrangidos todos os residentes, estudantes e trabalhadores do concelho de Cascais, mediante a aquisição do cartão Viver Cascais. Válido por cinco anos, e com um custo de sete euros, o Viver Cascais “pode ser carregado com outros títulos válidos na Área Metropolitana de Lisboa, por exemplo, pode ser combinado com um passe Navegante Municipal Oeiras ou com uma Assinatura – 1 zona da CP”.

O processo de pré-registo deve ser realizado na página da MobiCascais, através do preenchimento de um formulário específico, para verificação das condições de elegibilidade do utente. De acordo com a informação disponibilizada, “o pré-registo é obrigatório mesmo para aqueles que já possuam um registo MobiCascais. Após a validação de elegibilidade, os utilizadores podem efetuar a requisição do cartão Viver Cascais pela internet, indicando em qual dos postos de atendimento pretendem que seja levantado ou se pretendem que seja enviado via postal”. Além disso, também “as Lojas Cascais prestam este serviço a quem o solicite”. A revalidação do cartão é obrigatória a cada dois anos para residentes, e anual para estudantes e trabalhadores.

Segundo Miguel Casaca, presidente do conselho de administração da Cascais Próxima, «o objetivo desta câmara municipal sempre foi garantir o transporte público gratuito aos munícipes», mas para que tal fosse possível, «tivemos de dar tempo ao próprio estacionamento para estabilizarmos as coisas e perceber as receitas que daqui advinham». Por outras palavras, o mesmo esclarece que «os nossos estudos apontam que as receitas que vêm do estacionamento e as receitas que vêm do IUC (Imposto Único de Circulação) suportem o transporte público rodoviário gratuito». Além disso, «será ainda criado um ‘Fundo da Mobilidade, que alimentará não só a rede de transportes públicos como todo o restante sistema de mobilidade do concelho».

Questionado sobre o hipotético cenário de todos os automobilistas deixarem as suas viaturas e passarem a andar de transportes públicos, Miguel Casaca, entre sorrisos, disse que «vai haver sempre carros», explicando que «a procura é muito superior à oferta e o estacionamento será sempre suficiente para financiar o transporte público». Segundo o presidente da Cascais Próxima, «o que vai acontecer é que havendo parques dissuasores nas periferias, as pessoas utilizarão cada vez mais os transportes públicos, reduzindo assim o número de viagens diárias de automóvel».

Até ao momento, foram realizados mais de 16 mil pedidos de adesão ao cartão Viver Cascais, título este que será obrigatório validar a bordo dos autocarros a partir do mês de abril. Devido a “dificuldades técnicas motivadas pela procura deste benefício”, a Câmara Municipal de Cascais decidiu “alargar a gratuitidade a todos os interessados até ao final de março”, revelou a autarquia em comunicado.

A Cascais Próxima reforçou este ponto, indicando que, apesar dos autocarros serem gratuitos, «as pessoas terão de validar as suas viagens, a fim de existirem dados do número de passageiros transportados».

Todas as carreiras municipais, ou seja, todas as carreiras que circulam apenas dentro do concelho de Cascais, estão abrangidas pela gratuitidade. Contudo, Miguel Casaca revela que «o único problema que temos por resolver são as carreiras intermunicipais, pois as pessoas querem a gratuitidade em todas estas carreiras».



«Impacto na sociedade é enormíssimo»
Dados da Cascais Próxima a que a Transportes em Revista teve acesso, apontam que nas 31 carreiras municipais, entre 1 e 23 de janeiro de 2020, tenham sido transportados 495.481 passageiros e percorridos 243.230 quilómetros. Miguel Casaca afirma ainda que «desde que iniciamos o serviço, e enquanto operador interno, temos vindo a registar um aumento do número de passageiros na ordem dos 10% ao mês». E à chegada do novo operador, o mesmo garante que «vamos ter um aumento de 40% na frequência das carreiras e cerca de 45% de novas rotas».

A nossa experiência nos autocarros do município cascalense serviu para confirmar estes números. Nas três carreiras que efetuamos em várias alturas do dia, os autocarros estavam, no mínimo, meio lotados. Todas elas foram gratuitas, sendo que apenas duas delas estavam assinaladas como “Carreira Municipal Gratuita”, e em somente uma o motorista nos deu um ticket para justificar a nossa viagem.

«Queremos que o serviço chegue ao máximo de pessoas possível, no menor espaço de tempo possível. Não queremos que as pessoas não usufruam do serviço por falta de informação. Comunicar não é fácil... grande parte das pessoas hoje não lê notícias... Depois é preciso convencer as pessoas sobre a gratuitidade dos transportes porque o primeiro pensamento é que, se são gratuitos, é porque há uma estratégia por detrás». Na opinião de Miguel Casaca, «o impacto que o novo sistema terá na sociedade é enormíssimo».

CP dentro ou fora da gratuitidade?
Sobre esta matéria, Miguel Casaca esclareceu que «o que está em cima da mesa é a inclusão dos comboios da CP entre Cascais e Carcavelos. Estamos em término das negociações e ainda não posso dizer que sim ou que não. Neste momento, há negociações e tudo indica que as coisas vão chegar a bom porto. Se não, temos de procurar alguma estratégia que sirva os interesses dos munícipes». Uma das soluções pode ser o reforço de autocarros nos dois sentidos. “Se não chegarmos a acordo até março, avançamos com os autocarros”, disse recentemente Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais.

Confrontado com esta situação, o operador ferroviário esclareceu à Transportes em Revista que «a CP está sempre disponível para dialogar com as entidades e instituições, que tenham como objetivo criar melhores condições de mobilidade para os cidadãos, salvaguardando sempre a necessária sustentabilidade da empresa».

A nossa viagem a Cascais serviu igualmente para testar a app MobiCascais e ver até que ponto a aplicação do município e os serviços a ela associados compensam a utilização.



«Somos o maior operador de bikesharing do país»

De acordo com Miguel Casaca, «o Bicas começou no final de 2016, com 12 estações. Neste momento, temos mais de 80 estações espalhadas pelo município e somos o maior operador de bikesharing do país, com mais de 700 bicicletas». Quanto às novas bicicletas elétricas, o responsável admitiu que «elas já chegaram, mas primeiro temos de capacitar as docas com carregamento».

Desenvolvido em parceria com o CEiiA, o sistema de bikesharing em Cascais «tem vindo a melhorar muito», afirma a administração da Cascais Próxima, sublinhando que «não fomos ao mercado comprar soluções, criámos nós a solução internamente». A empresa municipal garante ainda que «não temos a totalidade das bicicletas na rua, uma vez que há sempre uma parte delas em manutenção, porque queremos que tenham um aspeto cuidado e reúnam todos os requisitos necessários de segurança».

Pelo concelho existem «cerca de 70 quilómetros de ciclovias», mas estão em cima da mesa «novos concursos públicos para alargar o número de quilómetros» de vias cicláveis, anunciou Miguel Casaca. «Um dos concursos já está fechado, e vai brevemente para Tribunal de Contas. Os outros dois estão quase fechados, sendo que o objetivo é duplicar o número de quilómetros de ciclovia no concelho».

Através da app MobiCascais é possível subscrever várias modalidades do serviço de bikesharing. Por cinco euros mensais, o serviço pode ser associado ao passe Navegante Cascais ou Navegante Metropolitano, além disso, é possível subscrever o pacote diário (3,90 euros), semanal (6,90 euros), mensal (dez euros) ou anual (44,90 euros). Adicionalmente, está disponível o serviço de bikeparking mensal por três euros ou anual, por 29,90 euros. Atualmente, a Cascais Próxima tem mais de 9.500 subscritores de bikesharing.

No geral, as Bicas cumprem o serviço para o qual estão destinadas. Optámos pelo serviço diário que subscrevemos através da app MobiCascais e sem complicações começámos a pedalar. Uma vez apanhado o jeito, andar de bicicleta pelo município é fácil, especialmente em ciclovia. Quanto às bicicletas, e pelo facto de estarem grande parte do tempo na rua, apresentam pequenos sinais de desgaste (ferrugem, amolgadelas). Relativamente ao parqueamento, tivemos um problema no desbloqueio de uma doca, assunto resolvido com a abertura da doca ao lado. Todavia, nota menos positiva damos ao serviço de apoio ao cliente que, apesar do atendimento à nossa chamada, foi incapaz de resolver o problema à distância. Valeu o ‘desenrasca’ do bom português.

«As trotinetas foi uma questão que tivemos de ponderar»
Desde o passado mês de dezembro que as trotinetas da Circ estão no município de Cascais. Segundo Miguel Casaca, «as trotinetas foi uma questão que tivemos de ponderar», pois «não queremos bicicletas e trotinetas espalhadas de forma caótica pelo município. Tentamos aprender com os erros dos outros...» (risos)
«Todos os concessionários que temos ou vínhamos a ter têm de respeitar as nossas regras, nomeadamente no que respeita ao parqueamento dos velocípedes, que deverá ser feitos em sítios estabelecidos pela Cascais Próxima», esclareceu o administrador. Numa primeira fase, existem 40 pontos de partilha espalhados pelo concelho, com a particularidade das trotinetas poderem ser localizadas através da app MobiCascais, sendo a primeira vez em Portugal que um serviço de sharing está disponível numa aplicação de mobilidade de um município. Aquando do alargamento do serviço, Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, disse que, “para evitar a sensação caótica evidenciada noutras cidades do país, introduzimos em Cascais a obrigatoriedade de iniciar e terminar as viagens nos pontos de estacionamento sinalizados pelo município. Com esta medida, vamos simultaneamente aumentar a capacidade de mobilidade de todos e contribuir para que o concelho não tenha um aspeto indisciplinado”. Já Felix Petersen, diretor-geral da Circ na Península Ibérica, apontou que “desde o início que transmitimos uma enorme vontade em integrar os nossos serviços de partilha na app MobiCascais, uma aplicação de mobilidade integrada única no país e estou certo que esta parceria com o município será uma mais-valia para quem pretende viajar no concelho”.

«Atualmente circulam trotinetas da Circ, mas o objetivo é que tenhamos também nós (Cascais Próxima) trotinetas próprias que colocaremos nas estações das Bicas», afirmou Miguel Casaca. O responsável deixa ainda o mote para a entrada de novos modos e novas empresas, e afiança que «estamos completamente abertos a todos os operadores, independentemente do modo, com a salvaguarda de que têm de estar integrados na nossa aplicação».

«O carsharing é uma questão de hábito»
Em Cascais desde abril de 2018, a Hertz 24/7 disponibiliza o aluguer de veículos 100% elétricos ao minuto. «O carsharing é um processo que está a ganhar dimensão», considera Miguel Casaca, porém, «neste momento, só existem dois locais de levantamento das viaturas – Cascais e Estoril. Uma das nossas exigências é que as app’s dos operadores estejam incluídas na app MobiCascais e esse processo está ainda em curso». Na aplicação MobiCascais, o serviço de carsharing da Hertz pode ser subscrito como complemento ao passe Navegante ou Metropolitano por dez euros mensais. Para tal, é também necessário estar registado na aplicação 24/7 City by Hertz para usufruir desta modalidade.

Miguel Casaca confessa que «em relação à utilização dos outros serviços de mobilidade, o carsharing é o serviço menos expressivo. Temos de ver que o carsharing está acoplado aos outros modos de transporte. A Hertz tem os seus utilizadores normais, e esses nós não sabemos. Quanto às subscrições pela nossa app, podemos dizer que os serviço ainda não tem uma expressão significativa porque também é uma questão de hábito».

A massificação da utilização dos transportes públicos e de modos suaves, como as bicicletas e as trotinetas, não vão retirar automóveis das cidades, pelo menos na totalidade. Soluções de carsharing, com todas as comodidades incluídas (combustível ou eletricidade, seguro, assistência) podem conquistar novos condutores que optam por não ter, de todo, viatura própria. No entender de Miguel Casaca, «uma pessoa que tem o passe organiza a sua vida e raramente utiliza o carro». Porém, o responsável acredita que este serviço «vai ter o seu campo de aplicação e por isso a Hertz mantém o serviço connosco».

«Há que mudar a forma de estar e a mentalidade dos utilizadores, e isso só é possível se disponibilizarmos diferentes modos às pessoas, quer sejam bicicletas ou veículos partilhados», diz o responsável, acrescentado que «o português continua a ser muito comodista, não é muito voltado para as grandes mudanças, mas com o tempo vai...» (risos)

«Uma alternativa simples e económica»
Contactado pela Transportes em Revista, António Silva, administrador da Hertz 24/7, considera que entre as mais-valias, o serviço de carsharing em Cascais «oferece a todos os que vivem, visitam ou trabalham em Cascais mais uma solução de mobilidade». Além disso, acrescenta que «a integração na app MobiCascais permite que o utilizador consulte a localização das viaturas elétricas mais próximas e aceda de forma mais direta à plataforma Hertz 24/7 City, através da qual poderá efetuar a sua reserva».

Quanto à expressividade de utilização da plataforma, o administrador explica que o serviço da Hertz 24/7 pretende ser «alternativa simples e económica para as deslocações em Cascais e que, face às crescentes preocupações e evoluções tecnológicas atuais, deverá evoluir positivamente».

«Cascais sempre foi pioneiro no que diz respeito às medidas de preservação da sua paisagem e oferta de soluções de mobilidade alternativas». Desta forma, António Silva vê no carsharing «uma mais-valia no primeiro e último trecho de viagem», tendo os utilizadores «total autonomia e flexibilidade para as suas deslocações de curta distância». O responsável da Hertz 24/7 adianta ainda que «no âmbito do nosso compromisso com a sustentabilidade, reforçado com esta parceria com a MobiCascais, oferecemos um desconto de 15% em todas as viagens realizadas com a Hertz 24/7 City de forma a promover a aderência a esta solução de mobilidade sustentável».

Relativamente à integração na app MobiCascais, António Silva diz que «a Hertz tem procurado aliar-se a parceiros que comunguem dos mesmos ideais de sustentabilidade e que proporcionem uma total integração entre as preocupações ambientais, a população e a deslocação na cidade de forma sustentável. Partindo do pressuposto de que os cidadãos ainda se encontram numa fase de aprendizagem quanto a esta matéria de soluções de mobilidade alternativas, consideramos que o desenvolvimento de parcerias com outras entidades, como é o caso da que existe com a MobiCascais, incentivará a utilização consciente deste tipo de serviço de um modo mais forte e eficaz».

Além dos sistemas de transportes públicos e bikesharing, a Cascais Próxima gere 5.417 lugares de estacionamento (rua) e 1.887 (fechados). Além disso, estão disponíveis em todo o concelho 56 tomadas em 21 postos de carregamento para veículos elétricos, sendo que quatro destas estações são geridas pela Cascais Próxima e permitem, atualmente, o carregamento gratuito.



De laboratório nacional a exemplo internacional
O trabalho desenvolvido pela Cascais Próxima no município nos últimos anos, nomeadamente nas áreas de espaço público, empreitadas, mobilidade e acessibilidade e eficiência energética, tem tido repercussão além fronteiras.

No segmento da mobilidade, Miguel Casaca deixa antever que o serviço MobiCascais vai evoluir nos próximos anos, desde logo com a entrada do novo concessionário de transporte rodoviário. «Quando o novo operador entrar vamos ter mais uma série de serviços que não estão implementados hoje. Por exemplo, os passageiros poderão acompanhar a chegada dos autocarros em tempo real. Da mesma forma, nas paragens, será disponibilizado o tempo de espera das viaturas».

Relativamente à tipologia dos autocarros, o mesmo recordou que «no caderno de encargos constavam ainda requisitos para a circulação de veículos Euro 6 e elétricos. O vencedor foi aquele que apresentou o maior número de veículos amigos do ambiente e com acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida. Todos os autocarros terão wi-fi... No fundo será uma mudança radical, quer em termos de material circulante, das carreiras e das frequências». Outra novidade será o City Points. «Quanto mais as pessoas utilizarem os transportes públicos e os modos suaves, mais pontos vão ganhar». Miguel Casaca explica que «estes pontos vão poder ser convertidos em descontos, por exemplo, no complemento de bikesharing, concertos, eventos. Esta é uma forma do município agradecer a todos aqueles que estão empenhados em melhorar o nosso concelho», esclarece.

Um futuro sem carros
Em conversa com Miguel Casaca, questionámos ainda a hipótese do fecho do centro histórico de Cascais à circulação automóvel, ao qual o responsável sorriu e disse: «quando a população estiver preparada...» No seu parecer, «fechar o centro histórico à circulação automóvel será sempre muito complicado, até pela sua dimensão. É preciso preparar a população e haver uma habituação. Em certos sítios, por exemplo, já não há estacionamento. Em contrapartida, temos de ver que existem muitas habitações, comércio, hotéis... e as pessoas têm de chegar a esses locais».

Miguel Casaca garante que, «tendencialmente, teremos menos lugares, até porque queremos que as pessoas estacionem de forma rotativa e por menos tempo», acrescentando ainda que, brevemente, «outra medida que vamos lançar é atribuir aos munícipes 100 minutos de estacionamento por dia (não acumuláveis), mediante utilização dos transportes públicos».
por: Pedro Venâncio
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