sexta-feira, 5 de Junho de 2020

 
Reta
Passageiros & Mobilidade
20-02-2020

A mobilidade na maior feira de tecnologia do mundo
O CES 2020 (Consumer Electronic Show) decorreu no início de janeiro e reuniu o mundo da tecnologia em Las Vegas. A mobilidade teve palco nesta feira, revelando-se novas formas de deslocação e equipamentos.



No início do ano já é tradicional o mundo da tecnologia reunir-se em Las Vegas, nos Estados Unidos da América.

Nesta feira anual, as marcas tentam sempre mostrar o que têm de novo, mas muitas vezes trata-se de revelar melhorias de ideias já anteriormente apresentadas. Seja qual for o cenário, a mobilidade tem presença assídua neste gigante mundo da tecnologia e este ano foram revelados alguns projetos como foi exemplo a Hyundai, que em parceria com a Uber, vai desenvolver a Uber Air Taxis. No CES revelaram o concept da aeronave à escala real.

A Hyundai é assim a primeira marca automóvel a aderir à iniciativa Uber Elevate, trazendo capacidade de produção de um gigante automóvel e um histórico recorde de produção de viaturas elétricas. O concept que a Hyundai divulgou no CES foi concebido em parte através do processo de design aberto da Uber, uma abordagem inspirada na NASA, que impulsiona a inovação no lançamento público dos concepts, para que qualquer empresa possa utilizá-los para inovar os seus modelos de táxi aéreo e tecnologias de engenharia.

Nesta parceria, a Hyundai produzirá e implantará os veículos aéreos e a Uber irá fornecer os serviços de suporte aéreo, as conexões para o transporte terrestre e as interfaces com clientes, através de rideshare.

Ambas as partes estão a colaborar nos conceitos das infraestruturas, de forma a apoiar a descolagem e aterragem desta nova classe de viaturas.

“A nossa visão relativamente à mobilidade aérea vai transformar o significado dos transportes urbanos”, afirmou Jaiwon Shin, vice-presidente executivo e diretor do departamento de Mobilidade Aérea Urbana (UAM) da Hyundai. “Esperamos que a UAM vitalize as comunidades urbanas e disponibilize mais tempo de qualidade às pessoas. Estamos confiantes de que a Uber Elevate é o parceiro ideal para disponibilizar este produto inovador ao maior número de clientes, muito brevemente”.

“A Hyundai é a nossa primeira parceira automóvel com experiência na produção de viaturas de passageiros à escala mundial. Acreditamos que a Hyundai tem o potencial para produzir os veículos Uber Air com valores nunca vistos na atual indústria aeroespacial, produzindo aeronaves de elevada qualidade, fiáveis e em grandes volumes para baixar o custo por viagem para os passageiros. A combinação da força de produção da Hyundai com a tecnologia da plataforma da Uber representa um passo gigante para o lançamento de uma vibrante rede aérea de táxi nos próximos anos”, afirmou Eric Allison, diretor da Uber Elevate.

Em antecipação a este anúncio, a Hyundai colaborou com a Uber para desenvolver o modelo PAV (Veículo Aéreo Individualizado), S-A1, que utiliza processos de design inovadores para otimizar a descolagem e aterragem vertical elétrica (eVTOL) para o propósito de ridesharing aéreo. A iniciativa Elevate baseia o seu processo na abordagem histórica da NASA de apresentar publicamente os seus concepts de design para inspirar a inovação entre múltiplas empresas, fomentando o desenvolvimento de modelos de investigação comuns para chegar a novos conceitos de aerodinâmica e catalisar o progresso da indústria no design das asas, ruído, aerodinâmica e simulação de verificação.

O modelo S-A1 da Hyundai reflete os designs anteriores eVTOL que a Uber Elevate e foi concebido para atingir uma velocidade cruzeiro de 290km/hora, e altitude cruzeiro de cerca de mil a dois mil pés acima do nível do mar, e realizar viagens até 100 quilómetros. Será 100% elétrico, utilizando a propulsão elétrica distribuída e durante as horas de maior tráfego levará cerca de cinco a sete minutos a recarregar. A aeronave elétrica da Hyundai utiliza propulsão elétrica distribuída, alimentando múltiplos rotores e hélices para maior segurança ao diminuir possibilidade de falha. O facto de ter vários rotores também reduz o ruído que advém de rotores maiores com motor de combustão, o que é muito importante para as cidades. O modelo foi concebido para descolar verticalmente, transitar para suporte por asas em cruzeiro, e depois voltar novamente ao voo vertical para aterrar. Inicialmente o veículo terá que ser conduzido, mas posteriormente deverá tornar-se autónomo. A cabine foi concebida para quatro lugares de passageiros, permitindo-lhes embarcar e desembarcar facilmente e com mais espaço para os passageiros e respetivos pertences.



A outra grande novidade da feira este ano aconteceu pela mão da Sony que, surpreendendo todos, apresentou um protótipo de um veículo autónomo. O Sony Vision-S é um sedã totalmente elétrico e está ser desenvolvido em parceria com a Bosch, a Continental, a Genex, a Magna e a Nvidia.

A Sony pormenorizou que o Vision-S está esquipado com 33 sensores, incluindo câmeras CMOS e ToF (Time of Flight) para poder detectar pessoas, objetos e calcular distâncias. O veículo terá quatro assentos e terá um amplo painel com ecrãs que permitem visualizar detalhes como a velocidade, a percentagem da bateria e ainda definições tradicionais como navegação GPS, músicas, rádios e vídeos. O Vision-S tem ainda um teto panorâmico e uma capacidade de ir dos 0 aos 100 quilómetros em 4,8 segundos.

Por revelar ficou a data para lançamento oficial e o preço. Num mundo em que os veículos elétricos ganham cada vez mais destaque, a segurança é um imperativo. Nesse sentido, a Bosch desenvolveu um dispositivo pirotécnico (ship) para garantir a segurança em caso de colisão de veículos elétricos. Em caso de perigo, uma explosão deste dispositivo desconecta a bateria de alta voltagem de todo o sistema elétrico do automóvel, desativa portanto a corrente de forma quase imediata. Desta forma retira-se a voltagem dos veículos atualmente no mercado que têm 400 V e 800 V. Das muitas novidades que aqui poderiam ser descritas, de salientar ainda o Avatar da Mercedes. O Vision AVTR é inspirado em criaturas do mundo ficcional do planeta Pandora, onde decorreram as gravações do filme Avatar de 2009. O veículo não tem portas integrais ou janelas, nem volante ou pedais, sendo controlado por um interface esponjoso de aspeto e toque orgânico, que permite acelerar, travar e virar. Este dispositivo permite ainda captar o ritmo cardíaco através da palma da mão do utilizador.

As empresas podem agora continuar a trabalhar no futuro e no próximo ano revelar as novidades na edição de 2021 do CES, agendada para os dias 6 a 9 de janeiro.
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