segunda-feira, 6 de Julho de 2020

 
Reta
Passageiros & Mobilidade
22-01-2020
Consultores aconselham “analise de custos” mais robusta
Ligação da Linha de Cascais à Linha de Cintura deve ser reequacionada
O projeto para a ligação da Linha de Cascais à Linha de Cintura, um dos investimentos propostos para o PNI2030 no valor de 200 milhões de euros, deverá “ser reequacionado e submetido a uma análise de custos de oportunidade mais robusta”. Esta é uma das várias conclusões de um relatório técnico de avaliação do programa de investimentos do PNI2030, elaborado por Martins de Brito e Acúrcio dos Santos, para o Conselho Superior de Obras Públicas (CSOP). Os dois consultores analisaram as 37 fichas de investimento ferroviário previstas no PNI2030 e entregaram as suas conclusões ao CSOP que, posteriormente, irá elaborar um relatório final para entregar à Tutela.
Os consultores referem que este projeto, cujo objetivo é criar condições para a interligação dos serviços da linha de Cascais com a restante AML e potenciar o aumento da procura ferroviária no eixo Lisboa-Cascais deverá ser “reapreciado” e “perspetivado mais numa ótica de territorialidade metropolitana do que de territorialidade nacional”.
O relatório, a que a Transportes em Revista teve acesso, afirma que “a justificação desta ligação, numa estrita ótica de transportes, deixou de ser suportada pelas atuais previsões dos tráfegos ferroviários de contentores com origem/destino no TCA – Terminal de Contentores de Alcântara e, na ótica de passageiros, está limitada pela sua condição de via única que apenas permite uma frequência de quatro comboios/hora/sentido procedentes de Cascais”. Salienta ainda que, este facto, “gera uma sequência assimétrica na confluência do nó de Campolide com os fluxos da ponte 25 de abril (6 comboios/hora) com elevado potencial de congestionamento e comprometendo o crescimento dos tráfegos nos eixos Lisboa-Setúbal-Algarve e Lisboa-Évora-Beja”. Por outro lado, “a ligação proposta da Linha de cascais à Cintura, em solução desnivelada, obriga, do ponto de vista construtivo, à colocação de uma terceira via em “Y” que teria efeitos intrusivos na área de lazer e de restaurantes /bares à beira-rio e no próprio feixe de receção e expedição do TCA, que teria de ser enterrado”.
O documento afirma que “sendo a linha de Cascais um modo eminentemente de periferia urbana a sua ligação em rede deve ser perspetivada numa lógica de territorialidade e mobilidade metropolitana com soluções de intermodalidade e de interface com outros sistemas locais, existentes ou futuros, potenciando a conetividade em rede”.
por: Pedro Pereira
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Comentários
23-01-2020 23:56:28 por Tiago
Más notícias para a linha de Cascais. Vai continuar a ser um sonho distante uma ligação directa ao centro empresarial de Lisboa.
23-01-2020 16:21:14 por luís pereira
Portugal é 1 país ao contrário dos outros por isso somos os mais pobres a para dos gregos, se os pol´ticos falassem menos e dessem mais vezes as vozes aos técnicos, engenhiros neste caso, não andávamos há 20 anos a falar na linha de Cascais e a obra já estava feita em PPP assim como o NAL novo aeroporto Lisboa, 1 vergonha
23-01-2020 11:41:26 por Henrique Oliveira Sá
A solução preconizada pelo MOPTC não é aconselhável nem, tão pouco, praticável,conforme explico no meu livro A Problemática dos Transportes Ferroviários e a Alta Velocidadee, alguns anos antes, em dois textos a que aí se faz referência.H. Oliveira Sá, engº civil
  
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