segunda-feira, 28 de Setembro de 2020

 
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Passageiros & Mobilidade
16-01-2020
Ferrovia
Oficina de Guifões reabre e vai criar 140 postos de trabalho até 2021
Reabriu oficialmente a oficina de Guifões, em Matosinhos. Nuno Freitas, presidente da CP, anunciou a criação de 140 novos postos de trabalhos até ao final de 2021, 90 dos quais qualificados. De acordo com o responsável, as novas infraestruturas serão, doravante, fundamentais para a recuperação e manutenção de material circulante, existindo já uma “carteira de projetos e intervenções” que esgota a capacidade destas instalações até 2024 com um turno.

À margem da cerimónia de reabertura, Nuno Freitas garantiu que, até ao final do ano, serão recuperadas cinco locomotivas elétricas da série 2600, 13 carruagens Schindler e 14 carruagens Inox Soreframe. Segundo o presidente da CP, “a entrada em funcionamento destas composições de carruagens na Linha do Douro e na Linha do Minho [respetivamente] vai permitir libertar material circulante para normalizar o serviço comercial regional da CP [Oeste, Alentejo e Algarve]”.

Até que cheguem as novas composições, em 2023, esta oficina vai ainda construir protótipos para a modernização, até 2024, de mais 40 carruagens Sorefame, protótipos para carruagens-piloto e ainda um exemplar para a renovação de um total de 19 automotoras diesel da série 450, revelou o líder da CP.

Já o primeiro-ministro, António Costa, sublinhou que “depois de décadas em que o país definiu que o prioritário era investir na rodovia e no transporte automóvel, era tempo de, de uma vez por todas, perceber que se queríamos alterar o quadro de mobilidade em Portugal, era necessário reinvestir na ferrovia”. Para o líder socialista, “seria imperdoável investir milhões de euros para comprar material novo sem recuperar o que já havia”.

Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação, classificado por Nuno Freitas como “um verdadeiro ferroviário”, congratulou a reabertura da oficina de Guifões como uma nova fase e “um primeiro passo” para a ferrovia nacional. “O país não se podia dar ao luxo de ter material circulante encostado por todo o lado”, disse o governante, desejando que a CP volte a ser “uma das grandes empresas do país”.

Entre outros projetos, Guifões vai ainda receber o centro de competências da ferrovia, projeto que visa unir os setores público e privado e a academia portuguesa, para criar capacidade industrial ferroviária. Adicionalmente, Governo e CP anunciaram a intenção de fundar um centro de formação profissional, uma incubadora de empresas orientadas para a ferrovia e um centro tecnológico com laboratórios colaborativos.

 
por: Pedro Venâncio
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