terça-feira, 18 de Fevereiro de 2020

 
caetano 468x60
Passageiros & Mobilidade
07-01-2020
Empresa vai reforçar oferta
AML e TST chegam a acordo para reposição de carreiras
A AML – Área Metropolitana de Lisboa anunciou que chegou a acordo com a TST – Transportes Sul do Tejo, para que a empresa do Grupo Arriva voltasse a repor os serviços das carreiras 333, 435 e 160. A AML refere em comunicado, que após reunião com a administração da TST, “reverteu a decisão inicial da empresa de transportes que suprimia serviços com impacto negativo nos utilizadores dos transportes públicos e na mobilidade da região metropolitana”. Carlos Humberto, primeiro secretário da AML salienta que “fizemos valer aquela que é, desde sempre, a nossa prioridade: a defesa intransigente de um serviço público que existe para servir as pessoas, e diria mesmo, para servir cada vez melhor as pessoas”. A solução para um outro conjunto de alterações que ainda se verificam, e para as quais existem alternativas conjugadas com outros modos de transporte, nomeadamente ferroviário e fluvial, será agendada, para discussão, nos próximos dias. “Está já prevista um conjunto de reuniões entre a Área Metropolitana de Lisboa, a Transportes Sul do Tejo (TST) e os municípios abrangidos por estas alterações, para que, durante o mês de janeiro, paulatinamente, se reavalie o conjunto de serviços que garantam a efetivação de uma rede de transportes articulada, multimodal, que promova uma mobilidade verdadeiramente sustentável”, referiu Carlos Humberto de Carvalho.

TST justificam decisão com “insustentabilidade económica e humana”

Por seu turno, a TST salienta, em comunicado, que “desde o início do PART e a pedido da AML, a TST tem vindo a reforçar a sua oferta, registando um crescimento de passageiros na ordem dos 24%. Este crescimento exponencial obrigou um enorme reforço de meios materiais e humanos. Ao longo dos últimos meses suportámos o referido aumento da oferta pedindo constantemente aos nossos colaboradores um esforço adicional acima do que seria razoável”. A empresa refere ainda que “desta experiência resulta a constatação de uma insustentabilidade económica e humana”.
Neste sentido, a TST realça que “surpreendentemente e pela via dos acordos alcançados pelos trabalhadores do setor público de transportes rodoviários assistimos a uma forte transferência de recursos humanos do setor privado para as empresas do setor público dotadas de maiores recursos”.
No entanto, a empresa do Grupo Arriva garante que “as alterações verificadas procuram servir as populações da forma mais eficiente possível, tendo privilegiado o efeito de rede através de rebatimentos ao comboio, barco e metro de superfície, bem como o reforço das carreiras intermunicipais”.
Mesmo assim, e face às dificuldades operacionais e financeiras que tem vindo a registar, derivado da introdução do PART, a TST decidiu, em diálogo com a AML, “o reforço de três carreiras (160: Almada - Lisboa (Praça do Areeiro) (via Alcântara), 333: Lisboa (Gare Oriente) - Vale Amoreira e 435: Lisboa (Gare Oriente) - Samouco (via Montijo)) e a definição de um trabalho conjunto de análise dos impactos das importantes alterações da procura realizados".
No entanto, a empresa alerta que “o volume de oferta da TST continua a ser claramente acima da oferta anterior ao PART e de acordo com os objetivos de crescimento acima referidos”.

 
por: Pedro Pereira
Tags: AML   Arriva   PART   TST  
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