sábado, 22 de Fevereiro de 2020

 
caetano 468x60
Carga & Mercadorias
23-12-2019
Até outubro de 2019
Porto de Sines registou quebra brutal na carga movimentada
Os portos comerciais do Continente movimentaram, até outubro de 2019, cerca de 72,9 milhões de toneladas, um total global de perdas de quase -5,7 milhões de toneladas, das quais Sines é responsável por 92,2% das perdas. Segundo a AMT – Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, “apesar do mês de outubro, isoladamente, ter dado sinais de recuperação, face a outubro de 2018, ao apresentar um acréscimo de +1,7%, no conjunto dos primeiros dez meses do ano de 2019, os portos do Continente movimentaram um total de cerca de 72,9 milhões de toneladas de carga, valor inferior em -6,4% face a igual período de 2018”. E, de acordo com a AMT, “Sines é um dos principais responsáveis pelo desempenho negativo, com quebras de quase -6,9 milhões de toneladas nos mercados da Carga Contentorizada (devido às perturbações laborais observadas no Terminal XXI), Carvão e Petróleo Bruto (devido à redução da importação destes combustíveis, a que o encerramento temporário programado da central termoelétrica e da refinaria para manutenção não foram alheios)”.
Já os portos de Viana do Castelo, Leixões e Aveiro apresentaram um desempenho positivo, num total de +665,4 mil toneladas, não conseguindo, mesmo assim, anular o desempenho negativo dos restantes portos. Leixões e Aveiro registaram mesmo as suas melhores marcas de sempre no que diz respeito à movimentação de mercadorias, com 16,5 e 4,6 milhões de toneladas, respetivamente.
Entre janeiro e outubro deste ano, o movimento de contentores registou uma quebra global de -8% no volume de TEU´s, apresentando um movimento que ultrapassa ligeiramente os 2,3 milhões de TEU´s. Este desempenho é explicado pelo desempenho negativo de Sines e Setúbal (-17,5% e -2,5%, respetivamente) e positivo de Leixões, Lisboa e Figueira da Foz (+6,2%, +6,4% e +6,9%, respetivamente). Particular destaque para Leixões que regista a melhor marca de sempre nos períodos homólogos, ao movimentar 578 896 TEU´s.
“Importa recordar o peso que o tráfego de transhipment representa no volume de contentores movimentados em Sines, que, apesar de ter vindo a diminuir nos últimos meses, acumulando em outubro uma redução de -28%, ainda representa 68,2% do total no porto. Por outro lado, o volume de TEU com origem e destino no hinterland do porto regista um crescimento de +19,8%”, adianta a AMT. Não obstante do seu comportamento negativo, Sines mantém a liderança neste segmento de mercado, com uma quota de 52,1%, inferior em -6 pontos percentuais à que registava no período homólogo de 2018, seguido por Leixões, com 25,1%, Lisboa com 16,9%, Setúbal com 5,1% e Figueira da Foz com 0,8%.
No que respeita ao movimento de navios, comparativamente ao período janeiro-outubro de 2018, os dez primeiros meses de 2019 observaram um acréscimo de +0,4% no número de escalas (8984 escalas) e uma diminuição no volume de arqueação bruta de -0,8% (para cerca de 171,5 milhões). Os portos de Viana do Castelo, Douro e Leixões e Lisboa foram os únicos portos que registaram um crescimento no número de escalas de, respetivamente, +14,6%, +0,7% e +7,2%. Após o movimento de outubro, os portos de Douro e Leixões e de Lisboa apresentam quotas quase idênticas no número de escalas, com, respetivamente, 24,4% e 24,2%, seguindo-se Sines (19,7%), Setúbal (14,4%) e Aveiro (9,9%).

por: Pedro Pereira
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