O mundo é composto de mudança. Esta frase é um cliché universal que todos já usámos em qualquer momento. Se a realidade evidência esta verdade e se ela faz parte da nossa vida, deveríamos estar não só habituados aos incómodos e receios que ela comporta como deveríamos estar preparados para com ela lidar.
E, se para lidar com a mudança é necessário ter uma pré-disposição para a tentar entender, é sobretudo necessário ter abertura de espírito e capacidade de a avaliar e analisar os impactos que se conseguem antecipar ou prever.
A realidade demonstra que o ritmo a que as mudanças acontecem, é crescente, muitas vezes volátil, obrigando pessoas e organizações a desenvolverem capacidades de ajustamento e adaptação aos modos de vida e aos modelos de negócio.
Se antes eram as grandes organizações que tendiam a ganhar vantagem sobre as pequenas, hoje a velocidade das mudanças demonstra que são as organizações rápidas que ganham vantagem sobre as lentas.
O setor dos transportes ou da mobilidade de bens, não foge a esta regra. Os exemplos são vários e diversificados, percorrendo de forma transversal e nas diversas dimensões e setores o transporte de mercadorias.
O exemplo do mercado dos contentores, a outra caixa que mudou o mundo, é paradigmático. Os desafios e as incertezas que se vislumbram no horizonte, fruto das tensões comerciais entre as grandes economias mundiais, resultado do abrandamento da economia global ou mesmo pela capacidade existente e não usada ou até pelo aumento do custo da energia, obrigam a uma procura de novas fontes de receita suportados em fatores que proporcionem valor acrescentado onde a digitalização assume papel determinante.
Desde a monitorização das condições das mercadorias, que proporciona o transporte em segurança das mercadorias perecíveis, à inteligência artificial para a otimização de redes de transporte até às ferramentas que proporcionam com mais eficiência e eficácia toda a gestão documental ou otimização da gestão das cargas em todos os nós da cadeia, as mudanças que assistimos obrigam a novas abordagens e a novos modelos de negocio.
Mas há mais exemplos, e no transporte rodoviário, a aposta no desenvolvimento em camiões movidos a energias limpas é uma realidade. De nada serve desconfiar ou ser descrente. A indústria está alinhada na descarbonização e o reforço na inovação e no desenvolvimento de novas energias é crítico para a sua sobrevivência. A recente parceria entre a CNH Industrial, detentora da Iveco, e a Nikola Corporation, e que visa a industrialização de camiões pesados a célula de combustível e elétricos, é um dos muitos exemplos.
Mas as mudanças estão a acontecer também ao nível dos modelos de negócio. E por cá o recente exemplo do serviço ferroviário que a empresa rodoviária Rodo Cargo presta à Autoeuropa, é um bom testemunho de uma visão alargada e capacidade de análise e avaliação que uma oportunidade de negócio proporcionou para inovar na oferta de soluções de transporte.
Para quem não tenha ainda entendido, retomo o cliché: o mundo é composto de mudança!
por José Monteiro Limão
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