sexta-feira, 13 de Dezembro de 2019

 
caetano 468x60
Passageiros & Mobilidade
22-11-2019

Plataformas
A quantidade de meios que hoje são disponibilizados é, sem qualquer tipo de dúvida, crescente. Reinventam-se velhos modos, modernizaram-se designs, mudam-se alguns nomes e tudo e todos se movem cada vez mais e, paulatinamente, com maior frequência.

As empresas que gerem estes meios também crescem quase ao mesmo ritmo, com aparições aqui e ali e, muitas vezes, desaparecendo quase tão discretamente quanto apareceram. O negócio, esse, é crescente – pelo menos tendo em conta aquilo que os nossos olhos podem ver. Já os preços de utilização destes meios é algo em que, nesta época de euforia, muito pouca gente tem em conta. O que interessa é cumprir a função e não passar despercebido.

Aquilo a que até uma determinada altura se pensava que pudessem ser meios complementares, para as first e last miles, algo que poderia ajudar as pessoas a aproximar-se dos meios tradicionais como o comboio ou o autocarro, acaba por surgir como uma alternativa e não como um meio complementar. O indivíduo é cada vez mais ele e os seus gostos são cada vez mais os seus, o que torna tudo muito pessoal e com um âmbito diferente do que até há algum tempo se vivia e se tinha como padrão. E começa a ser normal ver alguns indivíduos que se deslocam quilómetros e quilómetros nestes novos meios, ainda que tenham alternativas.

Com tantos meios que florescem dia após dia e com soluções disseminadas pelas principais cidades do mundo, continuamos a verificar o esquecimento de certas zonas. A atratividade é reduzida para estes novos modelos. E, como há já algumas cidades em que a maturidade do sistema está num estágio bastante mais avançado, não deveríamos nós, os rookies, tirar algumas lições e antever alguns potenciais problemas? Aprender com os erros dos outros? Parece-me evidente que sim!

E com a mesma facilidade com que podemos pensar em exemplos da desregulação existente, podemos ainda verificar que começam agora a surgir também sistemas e plataformas que parecem assegurar a integração de vários modos, complementares ou não, com um pagamento simples e com todas as vantagens que a tecnologia nos oferece. Encontramo-los ao dobrar da esquina, em qualquer local, com anúncio de pompa e circunstância à facilidade e à intermodalidade das deslocações.

No entanto, se nos fixarmos com atenção, ou se as utilizarmos, percebemos que na sua maioria não passarão muito além duma “bilheteira integrada”, com alguma informação, mas que não cumpre a função de ser um meio facilitador da complementaridade dos meios de mobilidade. Certo é que, para as primeiras impressões, há caminho feito. Mas, a meu ver, teremos que aguardar por uma segunda geração em que, aí sim, teremos aquilo que muitos hoje anunciam e que não proporcionam. O caminho faz-se caminhando! Naturalmente que esta alteração é mais forte e acelerada nas zonas mais densas, onde a gente jovem predomina, mas pouco a pouco, tem-se alastrado para outros territórios, tradicionalmente menos recetivos a mudanças. Nas zonas do interior, os mais idosos não têm outra alternativa que não seja o recurso aos meios tradicionais, quer para comprar o seu título, quer para as suas deslocações habituais.

O que vemos é que no setor da mobilidade apenas estamos a seguir o que tem acontecido noutras áreas ao longo dos últimos anos.

Para as compras lá de casa também já não precisamos de ir ao supermercado, nem ao talho, nem à peixaria. Se antes telefonávamos ao Sr. Manuel para fazer uma encomenda, hoje acedemos a uma plataforma! E, se não gostamos do produto, devolvemos, sem grandes dificuldades. De facto, o modo de contactar o nosso cliente e de interagir com ele, mudou muito depressa e de uma forma importante. E, se ele é a razão da nossa existência, só temos que dar uma resposta capaz às suas necessidades.

por João Queirós Lino
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