sexta-feira, 6 de Dezembro de 2019

 
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14-11-2019
Nuno Freitas
Presidente da CP tem como prioridade estabilizar a operação
O presidente da CP – Comboios de Portugal, Nuno Freitas, tem como prioridade a estabilização da operação e evitar as supressões. Objetivos que visa alcançar recuperar o equipamento parado, melhorar a manutenção do material circulante  usado e construir um comboio nacional.

O mesmo responsável acredita que será possível construir um comboio que terá 75% de incorporação nacional e 25% internacional. Para a construção deste comboio português, a CP reuniu empresas e academias, nomeadamente a Faculdade de Engenharia da Univesidade do Porto, Instituto Superior Técnico, Infraestruturas de Portugal, Câmara de Matosinhos, Metro do Porto, Plataforma Ferroviária Portuguesa, Mota-Engil, Efacec, Salvador Caetano, Monte Meão, Nomad Tech, Siemens, Amorim, Martifer, Sermec, Almadesign, Associação de Fabricantes da Indústria Automóvel e Associação Portuguesa de Fundição. De acordo com o jornal Público, o presidente da CP comenta que o projeto, a integração dos vários elementos e a sua montagem são as fases com maior valor acrescentado e exemplifica como a indústria portuguesa pode participar no projeto: a Efacec pode contribuir com o motor, a Salvador Caetano com a caixa, a Associação de Fabricantes da Indústria Automóvel com moldes, cablagens e portas, a Monte Meão e a Sunviauto com os assentos, a Associação Portuguesa de Fundição com peças metálicas. O interior dos comboios poderá ser desenvolvido pela Almadesign e a Amorim, bem como a Sermec, empresa de metalomecânica que pode participar na construção do comboio luso.

A Plataforma Ferroviária Portuguesa terá um papel importante neste projeto, bem como o Centro Tecnológico Ferroviário, que está a ser criado, bem como um parque de ciência e tecnologia para a ferrovia. Este trabalho de reunião de competências e conhecimento surge tendo em conta que o material atual dentro de alguns anos estará obsoleto e, Nuno Freitas, considera que será sempre mais barato o país estar "armado" com engenharia ferroviária para resolver as suas necessidades de novos comboios, lê-se em notícia do Público.

O presidente da CP, em funções há três meses, referiu ainda que quer terminar com as supressões de comboios e constrangimentos na rede. Nuno Freitas já mandou recuperar oito UQE (unidades quádruplas elétricas) das linhas de Sintra e Azambuja, que estavam encostadas há seis anos, para as recolocar ao serviço, esclarece o mesmo jornal. O mesmo responsável quer também recuperar 16 carruagens Shindler, que vão estar a circular no Douro no próximo verão, libertando assim automotoras espanholas que entrarão em serviço nas linhas do Oeste, o que consequentemente permitirá liberta unidades duplas diesel (UDD) para as linhas do Alentejo e Algarve. Está ainda previsto um projeto de modernização das UDD, colocando novos motores e rodados, o que irá permitir posteriormente devolver à Renfe as automotoras espanholas. Segundo o Público, se o contrato de aluguer desse equipamento for antecipado em três anos, poderão ser poupados 22,5 milhões de euros.
por: Sara Pelicano
Tags: comboio   CP   Nuno Freitas  
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Comentários
15-11-2019 19:06:58 por GESTOR RIBEIR9O
FINALMENTE CONSTRUIR UM COMBOIO NACIONAL É POSSIVEL, MAS AS CATENARIAS E A REDE UIC, TEM QUE ESTAR PREPARADA PARA VELOCIDADES DE 260KM, E MUITAS CURVAS TEM QUE SER SUPRIMIDAS E TUNEIS OU PONTES FARAO MUITA FALTA PARA ENCURTAR AS VIAGENS , O TEMPO, E TALVEZ OS CONSUMOS, PREPARADOS COM NOVAS ALTERNATIVAS.
14-11-2019 14:50:20 por sergio
Já há anos que a CP bateu no fundo e os governos nunca fizeram nada.Foi preciso o fundo se romper para o governo atual tomar medidas.
  
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