domingo, 17 de Novembro de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
30-10-2019
Metro do Porto
Concurso não prevê antecipação da entrega dos comboios
O concurso público que a Metro do Porto lançou para a aquisição de 18 novas composições não contempla a antecipação do prazo de entrega do material circulante. Recentemente, o presidente da empresa, Tiago Braga, anunciou que a Metro do Porto tinha como objetivo “antecipar a contratação e a entrega desses novos veículos, de modo a que, até ao final de 2021, eles possam estar a circular na rede do Metro, aumentando assim a oferta".
A Metro do Porto confirmou à Transportes em Revista que esta medida não estava prevista no caderno de encargos mas refere que «trata-se de uma possibilidade que assiste à entidade adjudicante». Neste momento, o júri está a proceder à análise prévia das duas propostas aceites – dos chineses da CRRC Tangshan e da Skoda Transportation – e a Metro do Porto salienta que espera que «concurso decorra, desde o seu início até ao seu final, em total respeito pelo regulamento do concurso e pela legislação aplicável, com transparência e rigor».
Sobre os motivos que levaram a empresa a anunciar que pretende antecipar a entrega das novas composições, a Metro do Porto revela que neste momento «estão a decorrer dois concursos públicos para adjudicar as empreitadas de construção da expansão da sua rede – a Linha Rosa e o prolongamento da Linha Amarela, num investimento global superior a 300 milhões de euros. As dois novas linhas estarão concluídas e em operação em 2023 e daí termos lançado, em dezembro de 2018, o concurso público para aquisição de novo material circulante. Mas as novas composições da frota do Metro do Porto terão obrigatoriamente que ter condições para circular em todas as linhas da rede e não apenas nas novas linhas que vamos construir. Por outro lado, no início de 2020, vamos lançar o concurso do projeto de uma empreitada no términos Norte da Linha Amarela, permitindo injetar mais veículos na linha e aumentar o número de circulações por hora e sentido das atuais 11 para um máximo de 15». A empresa acrescenta ainda que, este aumento, que será gradual «deverá ter o seu arranque no segundo semestre de 2021, ainda antes da abertura para operação comercial da expansão da linha amarela a Vila D’Este. Ou seja, vamos poder aumentar a capacidade da Linha Amarela em quase 40% e, para tal, precisamos também de reforçar a frota. Assim, o que pretendemos é, uma vez feita a adjudicação dos 18 novos veículos, negociar a antecipação, para o final de 2021, da entrega de parte desse encomenda, colocando, desde logo, esses veículos em operação na rede atual. Estaremos seguramente a prestar um serviço público de melhor qualidade a todos os nossos clientes, uma vez que a procura tem vindo a crescer em níveis muito positivos».

CRRC Tangshan confirma que pode assegurar antecipação

A Transportes em Revista entrou em contacto com a CRRC Tangshan e a Skoda Transportation para saber se as duas empresas têm capacidade para assegurar a antecipação da entrega do material circulante, caso sejam as vencedoras do concurso.
A multinacional chinesa respondeu que «é possível satisfazer as pretensões de antecipação do calendário de entrega dos veículos», acrescentando que as suas instalações na China «cobrem uma área de 225 hectares, onde está situada a unidade de fabrico de carruagens de aço carbono e de liga de alumínio. Presentemente a CRRC Tangshan tem capacidade para fabricar, anualmente, 600 novas carruagens ferroviárias urbanas, reconstruir 400 carruagens ferroviárias urbanas, fabricar 96 novos conjuntos de UEM (8 vagões por conjunto), reconstruir 96 conjuntos de UEM (8 vagões por conjunto), fabricar 1400 novas carruagens ferroviárias convencionais de passageiros e reconstruir 1000 carruagens ferroviárias convencionais de passageiros». A CRRC Tangshan acrescenta que «o rigor, a escala a que opera e a estrutura organizativa da CRRC Tangshan permitem uma grande flexibilidade na oferta das melhores soluções aos seus clientes, nomeadamente no que respeita ao prazo de entrega». 
Relativamente à proposta apresentada, a empresa salienta que esta tem como base o metro ligeiro que está a circular na cidade turca de Izmir «tendo-se adaptado a solução de base aos requisitos técnicos do Caderno de Encargos. De realçar a preocupação muito grande com o design exterior do veiculo, pois a CRRC Tangshan fez questão de apresentar uma solução de máxima harmonia face aos dois modelos já existentes. A solução foi desenvolvida em parceria com um gabinete alemão de design e estamos muito satisfeitos com o resultado final».
Já a Skoda Transportation, até ao momento, não respondeu às questões enviadas pela Transportes em Revista.
por: Pedro Pereira
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