quinta-feira, 14 de Novembro de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
24-10-2019
Pires da Fonseca
«Concessões de transportes deveriam incluir rodovia e ferrovia»
O presidente da Arriva Portugal, José Pires da Fonseca, defende que as futuras concessões de transportes públicos deveriam integrar, de igual forma, o transporte ferroviário e rodoviário. Durante a primeira sessão do Ciclo de Palestras SRS Advogados/Transportes em Revista, cujo tema principal foi “A Liberalização do Transporte Ferroviário de Passageiros”, Pires da Fonseca, refere que «se queremos mais ferrovia e mais operação ferroviária, temos de ter mais operadores. É a única forma de termos mais sustentabilidade ambiental, não há volta a dar. Já a sustentabilidade económica faz-se através do serviço público e na minha opinião a liberalização do setor ferroviário de passageiros faz-se através de duas componentes fundamentais: a componente do livre mercado e do serviço público contratualizado». O responsável da Arriva Portugal salienta que o Estado deveria transpor para a ferrovia o modelo de concessões que está em curso para o transporte rodoviário de passageiros: «Tenho visto noutros países que estão a ser lançados concursos para transporte de passageiros que têm um modelo híbrido, isto é, complementam a rodovia com a ferrovia. Portanto, é criado um “back bone” ferroviário que depois rebate na rodovia e vice-versa. Aliás, em Portugal, há 20 anos, já fizemos isso, com o caso da Sul Fertagus e da Fertagus, que funciona e é realizado por dois operadores privados. Porque é que nunca se repetiu este conceito noutras geografias»?
O presidente da Arriva dá ainda um exemplo, de zonas em que as futuras concessões poderiam ser realizadas de modo integrado: «Porque não existem sistemas de mobilidade integrados entre a ferrovia e a rodovia no Algarve, zona Oeste e Douro? A qualidade do serviço podia ser garantida pela capilaridade da rodovia e o transporte ferroviário faria o longo curso numa lógica de sustentabilidade ambiental. São conceitos que podem permitir aos concursantes fazer diferentes parcerias. Os operadores rodoviários podem fazer parcerias com a CP ou vice versa e esta interação tem de vir para cima da mesa. Temos de fazer cair as barreiras conceptuais do operador privado, público e incumbente».
A este propósito, Pires da Fonseca defende que «enquanto mantivermos este principio de que há um operador incumbente, um operador público e um privado, estamos a jogar o jogo errado. Se calhar o operador incumbente já não existe daqui a 10 anos. Veja-se o que se passou no setor ferroviário de mercadorias...hoje já não existe um operador público, e o setor não ficou mais pobre por isso.Temos de olhar para o serviço ferroviário de transporte de passageiros numa lógica de serviço público e de atendimento ao cliente, independentemente se existem operadores, privados ou incumbentes. A Fertagus é um operador privado mas é tão incumbente como a CP e este conceito tem de desaparecer rapidamente».
por: Pedro Pereira
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