terça-feira, 19 de Novembro de 2019

 
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23-09-2019
Associações contestam estudo
Gasnam e APVGN defendem capacidade do gás natural para reduzir emissões
A utilização do gás natural como combustível permite reduzir até 90% o nível de emissões de NOx e até 75% o nível de emissões de partículas, revelam mais de 30 estudos científicos nacionais e internacionais que foram analisados pela Fundação para o Desenvolvimento e Inovação Industrial da Universidade Politécnica de Madrid. Foi assim que a Gasnam, associação ibérica para o desenvolvimento do gás natural, reagiu ao estudo realizado pela organização “Transport & Envirnoment”, que afirmou que o gás natural, como combustível, emite “entre 2% a 5% mais de NOx que um motor a diesel”. A associação ibérica realça que o gás natural garante a qualidade do ar e refere que os resultados dos estudos que comparam as emissões dos motores a diesel com os a gás natural são “reveladores”.
“Além das reduções de emissões e partículas, o gás natural não possui enxofre na sua composição, eliminando por completo o nível de emissões SOx”, adianta.
A associação recorda a importância destes estudos comparativos seguirem critérios rigorosos e uma avaliação cientifica, de modo a que as suas conclusões sejam corretas e não sejam sujeitas a interpretações erradas. 

Por seu turno, a APVGN – Associação Portuguesa do Veículo a Gás Natural, através da NGVA Europa, também refuta por completo as conclusões retiradas do estudo da “Transport & Environment”. Segundo a associação europeia, o estudo publicado “as conclusões da T&E são baseadas sobretudo num conjunto de campanhas de medição de emissões efetuadas pela TNO (organização holandesa de investigação científica aplicada). Contudo, se bem que os relatórios da TNO sejam cientificamente bem comprovados, as conclusões extraídas pela T&E não estão de acordo com as medições relatadas” Para a NGVA Europa, “a T&E deixou de incluir um relatório intermediário de 2018 da TNO (R11448) na sua análise. O relatório em falta, que cobre exatamente os mesmos veículos, mostra uma redução das emissões de NOx num fator superior a seis em comparação com o diesel. Uma campanha experimental paralela (www.projetequilibre.fr) que efetuou extensas medições em estrada num período de mais de dois anos demonstrou que os camiões a gás natural emitem entre 40% e 60% menos NOx em comparação com os seus modelos diesel equivalentes”.

Em relação às emissões de partículas, a associação salienta que “a T&E confunde PM (Particle Mass) com PN (Particle Number). A redução PM em 95% em comparação com o diesel está certificada a partir da homologação pública de dados. As emissões PN de motores de ignição por faísca sem dispositivo filtrante, tal como relatado corretamente pela TNO, resultam em linha e até mais baixas, em comparação com o Diesel com DPF (Diesel Particulate Filter). Este é um excelente resultado obtido graças às características específicas do gás natural”. Adianta ainda que as conclusões extraídas pela T&E não refletem as medições relatadas nos estudos da TNO utilizados. “O TNO 2019 report (R10193) mostra uma redução de 8% nas emissões equivalentes de CO2 no tubo de escape para motores com ignição por faísca, elevando-se a 20% para a tecnologia de Injeção Direta a Alta Pressão (High Pressure Direct Injection, HPDI). Quando se examina o perfil típico da emissão de um camião a GNL (modo "autoestrada"), as reduções medidas são ainda maiores: 10% para motores com ignição por faísca e 22% para a tecnologia HPDI”, refere a NGVA Europa.
 
Outra falha apontada pela associação ao estudo da T&E, prende-se com as chamadas emissões “Well-to-Wheel”. A NGVA Europa recorda que “a mobilidade neutra em carbono está a acontecer hoje na Europa graças ao bio-GNC e ao bio-GNL. Mais de 450 postos de abastecimento já estão a fornecer biometano, enquanto a produção de bio-GNL é uma realidade concreta, apoiando o desenvolvimento de um modelo de economia circular, replicável por toda a parte na Europa. A infraestrutura de reabastecimento existente é perfeitamente compatível com toda espécie de gases renováveis. E os veículos também. Isto significa que o ativo representado pelas tecnologias atuais está pronto
para se tornar 100% renovável”.
por: Pedro Pereira
Tags: APVGN   Gás Natural   GASNAM  
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