terça-feira, 15 de Outubro de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
18-09-2019
Em Portugal
FlixBus anuncia entrada no mercado nacional dos "expressos" 
A empresa alemã de transporte expresso FlixBus anunciou que está a investir em Portugal com o objetivo de criar uma rede de transportes "expresso" com cobertura nacional. Uma iniciativa que surge na sequência da liberalização do transporte expresso em Portugal, cujo decreto-lei foi hoje publicado em Diário da República. (VER AQUI). Pablo Pastega, diretor-geral da FlixBus Portugal sublinha que “estamos atentos ao mercado português e vamos reforçar o nosso investimento no país. Os próximos passos estão definidos: acabámos de abrir uma entidade legal portuguesa e um escritório em Lisboa, com uma equipa portuguesa que está a crescer significativamente, assim como o número de colaboradores que trabalham para o mercado português a nível global. Esta equipa irá ajudar-nos a crescer e a criar uma rede FlixBus que cubra o território português de Norte a Sul. Por exemplo, iremos investir ao nível de vendas e marketing, de forma a aumentar o número de pontos de vendas e agências a um nível local e chegar a mais portugueses”.

Pastega refere ainda que "estamos também a aumentar o número de empresas parceiras portuguesas com quem trabalhamos, em linha com o nosso modelo de negócio, valorizando a experiência local e mantendo a autonomia destes. Depois iremos anunciar o nosso plano de expansão para o país, para que mais pessoas possam viajar de forma sustentável connosco: levamos o nosso compromisso climático muito a sério, sendo que todos os nossos autocarros em Portugal têm menos de dois anos e cumprem com a norma EURO VI, a mais exigente a nível de emissões de gases poluentes; temos WiFi gratuito, espaço extra nos assentos e um sistema de entretenimento a bordo.”

Pablo Pastega congratula-se com a abertura deste mercado a outros operadores – até aqui o serviço expresso era efetuado apenas por empresas que tivessem uma concessão/licença de operador de transporte público –, salientando que “este é um grande passo que irá revolucionar o setor da mobilidade em Portugal. O acesso livre de todos os operadores ao mercado permitirá aumentar o investimento da FlixBus em Portugal, ao nível económico e de recursos, traduzindo-se em crescimento para o país e para as empresas locais parceiras. A abertura do mercado nacional do serviço de transporte Expresso é uma decisão muita positiva que permitirá a modernização do ecossistema português de transporte de longa distância – acima de tudo, beneficiará muito positivamente aqueles que são sempre os últimos beneficiários de qualquer sistema de mobilidade: os passageiros”.

A nova legislação prevê ainda a realização de cabotagem – serviço de tomada e largada de passageiros dentro do mesmo país, realizado no âmbito e durante um serviço internacional regular – que já era permitida de acordo com a diretiva europeia 1073/2009. Esta é uma medida que a FlixBus também congratula por complementar e otimizar as rotas internacionais regulares que já opera, permitindo que os passageiros tenham mais opções de viagem e com mais frequências.

No entanto, a empresa considera que existem alguns aspetos no decreto-lei que tornam algumas medidas menos atrativas. “Ficámos surpreendidos em relação à falta de requisitos na idade das frotas de autocarros e esperávamos que as autoridades portuguesas fossem mais exigentes no que diz respeito às emissões de gases poluentes. Em média, noutros países europeus, a idade máxima de um autocarro é de oito anos, de forma a assegurar as mais baixas emissões. Na FlixBus, todos os autocarros da frota cumprem com a mais exigente norma europeia nesta matéria, a normativa EURO VI e, em Portugal, têm menos de dois anos. Por outro lado, em Portugal, a nova legislação estabeleceu que os autocarros não poderão ter a partir de janeiro 2023 mais do que 12 anos”.

Como menos positivo, a transportadora refere ainda a falta de uma medida que garanta a obrigatoriedade de dois condutores a bordo em linhas noturnas. “Esta é uma das regras que a FlixBus já aplica atualmente em todos os serviços internacionais que opera e que considera fundamental para manter os mais altos níveis de segurança para os passageiros e para a operação”. Por fim, apontam a burocracia, uma vez que é necessário recorrer a vários organismos públicos para obter autorizações e licenças.
Presente em Portugal desde 2017, a FlixBus já tem 20 linhas internacionais diretas entre Portugal e outros países da Europa e pára em mais de 20 cidades portuguesas que chegam a cerca de 50 destinos europeus.
por: Sara Pelicano
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