terça-feira, 15 de Outubro de 2019

 
RL 468x60
Passageiros & Mobilidade
18-09-2019
Até 2023
Presidente da CP quer fazer um comboio português
Nuno Freitas assumiu os comandos da CP – Comboios de Portugal em julho deste ano e já fez um diagnóstico da empresa ferroviária. O presidente da CP critica em carta enviada aos trabalhadores da EMEF as opções de “curto prazo” das anteriores administrações e admite ter vontade de reforçar a área industrial da CP, falando até da possibilidade de construir um comboio.

"Os ganhos de curto prazo à custa do desrespeito por elementares regras de boas práticas, eliminação de redundâncias e esgotamento das margens de degradação pagam-se com prejuízos no médio e longo prazo", escreveu o Nuno Freitas, citado pelo jornal Público. Em causa, acrescentou, ficou a pontualidade, o conforto e a limpeza.

No mesmo documento, o presidente da CP fala de um projeto que tem duas fases. A primeira consiste em, num prazo de 18 meses, inverter a atual situação da empresa, que descreve de “degradado” e recuperar os níveis de serviço, apostando na recuperação do parque de material circulante ativo e imobilizado. Outra das ideias é a criação de um centro de competências do sector ferroviário. Assim, sugere que a CP deverá “criar massa crítica e reconstruir rede tecnológica e empresarial ligada ao sector” com o fim último de construir um comboio português.

É aqui que entra a segunda fase do plano de Nuno Freitas para a CP, até 2023, “construir de novo material circulante pela área industrial da CP, integrando engenharia e indústria baseada em Portugal. Para isso, deverá proceder-se à fusão, por incorporação, da EMEF na CP". O mesmo responsável comenta que o objetivo é “dotar o país de capacidade para construir material circulante ferroviário de forma a garantir a sustentabilidade do sector a médio e longo prazo”.

Alcançar este projeto até 2023 implica ainda, salienta Nuno Freitas, que "haja planificação de investimentos para estabilização da oferta comercial, regularidade, pontualidade, limpeza/aparência (graffiti) e conforto e ainda adequação do material circulante aos serviços, a reformulação do serviço comercial e promoção da procura ou uma estratégia para o turismo ferroviário e comboios históricos”.

De relembrar que a CP é detida a 100% pelo Estado e que o Conselho de Ministros de 5 de julho aprovou a fusão com a Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) na operadora ferroviária.
por: Sara Pelicano
Tags: comboio   CP   EMEF   Material circulante  
3119 pessoas leram este artigo
60 pessoas imprimiram este artigo
0 pessoas enviaram este artigo a um amigo
0 pessoas comentaram este artigo
Comentários
Não existem comentários
  
Deixe o seu comentário!

 


 

  

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 












RSS TR Twitter Facebook TR Transportes em revista

Dicas & Pistas © 2009, Todos os Direitos Reservados

Condições de Utilização | Declaração de Privacidade
desenvolvido por GISMÉDIA