quinta-feira, 14 de Novembro de 2019

 
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Carga & Mercadorias
11-09-2019
Entre Autoeuropa e porto de Setúbal
Rodo Cargo vai duplicar transporte de automóveis a partir de janeiro
A Volkswagen Konzernlogistik, a Rodo Cargo e o porto de Setúbal reativaram a operação de transporte de automóveis, por ferrovia, entre a Autoeuropa, em Palmela, e o terminal ro-ro. Até dezembro, serão efetuadas duas viagens diárias, com um total de 250 viaturas transportadas, mas a partir de janeiro estima-se duplicar o serviço com quatro viagens diárias.

O projeto tem como objetivo assegurar o transporte por modo ferroviário de 68% da produção Autoeuropa já em 2020. Além disso, a operação permitirá retirar 64 camiões das estradas todos os dias e contribuirá para uma diminuição do tráfego rodoviário para o porto de Setúbal, o que se traduz numa redução de 80% nas emissões de dióxido de carbono.

À Transportes em Revista, Artur Humberto Pedrosa, administrador da Rodo Cargo, confessou que este serviço surgiu uma vez que «já tínhamos contrato por rodovia, mas face aos grandes volumes que estávamos a transportar, decidimos reativar o transporte por modo ferroviário, permitindo transportar até 500 automóveis por dia».

Segundo o administrador, «o objetivo, nesta primeira fase, passa por operar duas composições diárias, mas no início do mês de janeiro, queremos duplicar esta oferta para quatro composições».

Atualmente a Rodo Cargo tem alugados «50 vagões» à espanhola Transfesa. Já as locomotivas utilizadas são do modelo «Euro 4000» da Takargo. Completo, o comboio tem um cumprimento de 640 metros, «um dos maiores a operar em Portugal», acredita Artur Humberto Pedrosa.

A transferência da rodovia para a ferrovia «é inevitável face ao contexto do mercado», indica o responsável. «Apesar da viagem de comboio entre a Autoeuropa e o porto de Setúbal ser curta, com a tipologia de vagão que utilizamos, vamos otimizar a prestação do serviço».

Segundo o administrador da Rodo Cargo, a viagem demora cerca de 45 minutos, e apesar de não ser significativamente mais rápida em comparação com a rodovia – e o embarque dos automóveis nos vagões levar também mais tempo – «conseguimos transportar um volume significativamente maior de viaturas num único transporte».

A transferência dos automóveis do modo rodoviário para o ferroviário foi um projeto que levou algum tempo a ser consumado. «Já preparamos este serviço há mais de um ano. Além disso, foi necessário um trabalho coordenado junto de todas as entidades envolvidas, bem como com o gestor da infraestrutura, a IP».

Apesar do retomar do modo ferroviário, «a ideia não é acabar com o transporte rodoviário, até porque haverá sempre a necessidade deste continuar e estar presente na nossa atividade», afiança Artur Humberto Pedrosa.

Já a escolha da Takargo deve-se à «longa relação que mantemos com a empresa. Foi natural». Contudo, o mesmo reforça que «não temos problemas em operar com outros operadores, nomeadamente com a Medway».

Questionado sobre o mercado ibérico no segmento, Artur Humberto Pedrosa avança que «vamos olhar com atenção para o mercado e ver as oportunidades que possam surgir. Existe muita capacidade de mercado e será difícil alcançar a liderança de mercado».
por: Pedro Venâncio
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