terça-feira, 15 de Outubro de 2019

 
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Carga & Mercadorias
04-09-2019
250 milhões de dólares
CNH Industrial e Nikola juntas no desenvolvimento de camiões de células de combustível e elétricos
A CNH Industrial, multinacional italiana que detém a Iveco, vai liderar a ronda de investimentos de série E da norte-americana Nikola Corporation num investimento de 250 milhões de dólares (cerca de 227 milhões de euros). A parceria estratégica entre as partes tem como objetivo a industrialização de camiões pesados a célula de combustível e elétricos destinados à América do Norte e à Europa.

Os camiões zero-emissões da Nikola, propulsionados pelas tecnologias de célula de combustível de hidrogénio e de baterias, desenvolvidas pela própria marca, serão os primeiros a entrar em produção. Com este investimento, a CNH Industrial irá tornar-se na principal investidora de Série D, compreendendo 100 milhões de dólares em capital e 150 milhões de dólares em serviços como desenvolvimento de produtos, engenharia de produção e outros tipos de assistência técnica, bem como fornecimento de certos componentes fundamentais para acelerar o calendário de produção do Nikola TWO e do Nikola TRE.



A Iveco e a FPT Industrial, marcas de veículos comerciais e de motores da CNH Industrial, respetivamente, ajudarão na engenharia e na qualidade de produção na industrialização dos camiões a célula de combustível e elétricos da Nikola. Por sua vez, a Nikola vai contribuir com a especialização em células de combustível, eixos elétricos (e-axles), inversores, suspensão independente, armazenamento de hidrogénio a bordo, funcionalidade over-the-air para atualização de software, informação e entretenimento (infotainment), controlos do veículo, protocolos de comunicação veículo-estação, eletrónica de potência, e acesso a uma rede de abastecimento do hidrogénio.

Segundo a CNH Industrial, “a tecnologia de célula de combustível é o próximo passo lógico nos motores a Gás Natural Liquefeito (GNL), à medida que aumenta a sua disponibilidade nas redes de abastecimento existentes, possibilitando a produção local de hidrogénio”.

Os marcos estratégicos do projeto, a curto prazo, incluem a industrialização do camião Nikola TWO de Classe 8, alimentado a célula de combustível, para o mercado norte-americano, bem como a integração da tecnologia Iveco S-Way para camiões no modelo Nikola TRE com cabine vertical (cab-over) para os mercados norte-americano e europeu.

A longo prazo, uma joint-venture europeia irá abranger os veículos elétricos a bateria (BEV) e os veículos elétricos a célula de combustível (FCEV) lançados até ao quarto trimestre de 2022. A Nikola planeia ainda alavancar os canais europeus de vendas, serviços e garantias da Iveco para acelerar o acesso ao mercado europeu.



“A crescente ênfase no reconhecimento de que são necessárias reduções muito significativas nas emissões dos veículos motorizados, está a impulsionar a nossa indústria em encontrar rapidamente soluções tecnológicas avançadas”, explica Hubertus Mühlhäuser, CEO da CNH Industrial. “A Iveco está agora na posição ideal para oferecer aos clientes uma gama ainda maior de soluções de transporte, incluindo veículos movidos a gás natural, elétricos e de célula de combustível. A escolha da Iveco por parte da Nikola para seu parceiro estratégico é a prova do reconhecimento internacional da nossa excelência em camiões pesados e em tecnologias alternativas do propulsão”.

Por sua vez, Trevor Milton, CEO da Nikola Corporation, afirma que “chegou finalmente o momento de proporcionar uma solução zero emissões para o mercado de camiões pesados. Enquanto outros fabricantes de equipamento original são da opinião de que não será possível implementar as soluções zero emissões nos prazos estabelecidos pelos reguladores, a Nikola, a FPT Industrial e a Iveco, vêm provar que esses prazos não são inalcançáveis”.

“A Nikola tem a tecnologia, mas precisa de um parceiro com uma rede europeia para cumprir esses prazos em tempo útil. Com o investimento e a parceria da CNH industrial, podemos agora ter camiões zero emissões na Europa”, além disso, “dispomos agora de acesso ao know-how de produção, poder de compra, peças e componentes homologados para camiões, engenharia de construção de fábricas e muito mais. Poucos duvidarão agora da nossa capacidade para comercializar camiões”, afiança o responsável.
por: Pedro Venâncio
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