sexta-feira, 18 de Outubro de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
14-08-2019
Liberalização ferrovia
Transdev com interesse na concessão da linha de Cascais e no comboio da Ponte 
O ano de 2019 traz mudanças ao transporte ferroviário de passageiros. O serviço poderá também ser feito por privados, de acordo com o Decreto-Lei n.º 124-A/2018, de 31 de dezembro, procedendo-se à transposição da Diretiva (UE) 2016/2370 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 14 de dezembro de 2016. Esta Diretiva refere que “esta abertura do mercado deverá ter um impacto positivo no funcionamento do Espaço Ferroviário Europeu Único, proporcionando melhores serviços aos utilizadores”.

Os operadores estão atentos a este processo e revelam interesse em operar nas linhas nacionais. A Transdev é um desses exemplos. O operador francês presente em Portugal há duas décadas, revela que este momento é «uma oportunidade em prol de um futuro ambientalmente mais sustentável». Em Portugal, a Transdev opera algumas linhas de transporte rodoviário de passageiros, mas internacionalmente a ferrovia é uma das áreas de negócio significativas. Por exemplo, na Nova Zelândia, na cidade de Auckland, acompanhou a Autoridade Local de Transportes no desenvolvimento e eletrificação da rede. «A Transdev, enquanto operador privado, está preparada para entrar neste mercado, caso seja esta a opção política do Governo», afirmou Rui Silva, administrador responsável pelo pelouro do desenvolvimento de negócio e inovação.  

O mesmo responsável considera que a maior dificuldade deste processo pode estar na decisão política, embora ressalve que poderão também existir razões técnicas, nomeadamente a sustentabilidade dos modelos económicos propostos e a existência de evidentes desequilíbrios assentes na transferência de risco para o concessionário. «Como temos constatado, a opção do atual Governo não tem sido promotora da entrada de privados, nomeadamente no setor dos transportes – confirmado pelos processos de reversão dos concursos públicos de transporte público nas áreas urbanas de Porto e Lisboa, além das ações que visaram a inversão da privatização da TAP». Relativamente ao espaço de canal, Rui Silva considera que «seguramente» ele existe, podendo inclusive «ser majorado por otimização do mesmo». E exemplifica: «Podemos introduzir comboios com capacidade para transportar mais passageiros e concretização dos trabalhos para eliminação dos constrangimentos mais gravosos, que são sobejamente conhecidos, em termos de velocidade de circulação, permitindo retirar proveito das potencialidades que o material circulante dispõe».

A Transdev admite ainda ter interesse na concessão da linha de Cascais, do transporte ferroviário entre Lisboa e Setúbal pela Ponte 25 de Abril e no longo curso.

Saiba mais sobre este tema na próxima edição da Transportes em revista, número 196.
por: Sara Pelicano
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