sexta-feira, 20 de Setembro de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
16-07-2019
Na Linha do Douro
Turismo do Porto admite operadores ferroviários privados
O presidente do Turismo do Porto e do Norte de Portugal, Luís Pedro Martins, vê com «bons olhos» a possibilidade de existirem operadores privados a explorar serviços turísticos na Linha ferroviária do Douro. Em declarações à Transportes em Revista, à margem do seminário Mobitalks, Luís Pedro Martins referiu que «se há setor onde tem de haver uma ligação muito estreita entre o público e o privado é o setor do turismo. E têm de existir alternativas. Quem quiser fazer uma viagem de comboio mais barata para se deslocar entre dois pontos tem de ter a possibilidade de o fazer. E quem o quiser fazê-lo, integrado num pacote turístico mais sofisticado – e mais caro – também o deverá poder fazer. Não via nenhum problema que essa operação fosse feita por privados. Infelizmente, sempre que surge uma ideia nova em Portugal surgem logo problemas a seguir». Durante a sessão do Mobitalks, dedicado ao tema “Navegabilidade no Douro”, Luís Pedro Martins mostrou-se crítico da atual situação em que se encontra a Linha do Douro e da oferta turística que é proporcionada pela CP: «não podemos melhorar o Douro sem melhorar as acessibilidades. 70% dos turistas não passam do Porto para “cima” porque muitas vezes não têm hipótese de voltar, o que sucederia se existisse uma boa linha, bons comboios e horários na Linha do Douro. E depois, no verão, corta-se o comboio turístico do Douro? E corta-se um serviço com base em números, no mínimo, “esquisitos”? O que se passava era uma vergonha, não havia qualquer promoção por parte da CP deste serviço».
De acordo com o responsável, «temos de nos bater pela Linha do Douro, pela melhoria de algumas estradas e, claro, pela melhoria da navegabilidade no rio Douro. Se não existir investimento na mobilidade, no território do Douro, deixa de haver turismo».
No entanto, Luís Pedro Martins, abre a porta a uma colaboração mais estreita com o operador ferroviário. «Estamos disponíveis para trabalhar muito de perto com a CP, na área da promoção e do marketing, para criar alternativas, desde que se criem condições para transportar passageiros e turistas. E é preciso que a CP também disponibilize horários para que os operadores turísticos incluam esta opção nos seus pacotes. Pessoalmente, acho que temos muito que fazer, principalmente se compararmos com o que existe na vizinha Espanha, no domínio do turismo ferroviário e cujos serviços são promovidos pelo próprio operador. Estamos aqui para colaborar, quer seja com a CP, quer seja com outro operador ou entidades. Queremos promover e vou fazer esse diálogo com a CP. Penso que é fácil provar à CP o potencial turístico desta linha», adiantou o responsável.
por: Pedro Pereira
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