sexta-feira, 20 de Setembro de 2019

 
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Carga & Mercadorias
27-06-2019
Face à atividade da K. Line
ONE cresceu 30% no primeiro ano de operação em Portugal
A Ocean Network Express (ONE) Portugal cresceu 30% nos primeiros doze meses de atividade, iniciados a 1 de abril de 2018, face ao período homólogo do ano anterior da operação da antiga K. Line(Portugal). Neste período, a ONE - que resulta da fusão do negócio de transporte marítimo de contentores dos armadores japoneses, K. Line, MOL e NYK, transportou 60 mil TEU´s. Este crescimento do mercado português resulta sobretudo da rota Ásia-Europa. Durante uma cerimónia, em Lisboa, que teve como objetivo celebrar o primeiro ano de atividade da ONE, e que contou com a presença de diversos gestores japoneses, a country head da ONE Portugal, Isabel Azeredo, revelou que “o balanço do primeiro ano de operação em Portugal é muito positivo, sobretudo tendo em conta as nossas expetativas e objetivos. Era importante crescer neste primeiro ano relativamente à K. Line, mas também garantir a estabilidade de processos e consolidar a fusão de equipas, de forma a afirmar um serviço a cliente único e diferenciador”.
A ONE Portugal mantém os serviços anteriormente disponibilizados pela K. Line Portugal, bem como a aposta no serviço short sea, que lhe tem permitido conquistar cada vez mais clientes do mercado marítimo de curta distância no norte da Europa e na Escandinávia, onde a empresa continuará a investir. O mesmo se aplica ao serviço de deep sea, que em Portugal cresceu, essencialmente, para o mercado dos Estados Unidos da América e do Extremo Oriente.
A country head da ONE Portugal, acrescenta ainda que as perspetivas para o próximo ano de operação são animadoras. Porém, há desafios a ter em conta. “Desde logo, precisamos aumentar a capacidade dos portos, adequando as infraestruturas e equipamentos ao aumento da dimensão dos navios; mais agilidade e rapidez na decisão e execução, como forma de não perdermos o momento e a oportunidade de quem quer investir na nossa indústria. Queremos trazer navios de maior capacidade quer para Lisboa, quer para Leixões, assim como continuar a operar no Porto de Lisboa, sendo necessário garantir estabilidade neste porto. Impõe-se ainda um serviço ferroviário mais eficiente, dinâmico e competitivo num mercado mais concorrencial.”
Isabel Azeredo sublinhou ainda que “queremos continuar a contribuir para o crescimento das exportações, ajudando a nossa indústria e os nossos exportadores a fazer chegar aos quatro cantos do mundo o que de melhor se produz no país. Acima de tudo, pretendemos ser parte ativa do sonho de tornar Portugal um ponto de transhipment de excelência nas principais rotas marítimas que cruzam o Atlântico no sentido norte/sul, este/oeste. É assim indispensável o envolvimento, a colaboração, o empenho, o trabalho e o entusiamo de todas as partes envolvidas. Mais do que ser o maior armador no mercado, a ONE quer ser uma das referências no setor.”
A companhia refere ainda que “o serviço ao cliente tem sido uma prioridade para a ONE e isso reflete-se no investimento em capital humano. Atualmente com 30 colaboradores, a equipa da ONE Portugal cresceu para dar maior capacidade de resposta ao mercado”.
por: Pedro Pereira
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