terça-feira, 15 de Outubro de 2019

 
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27-06-2019
Monitorização da empresa
Rui Moreira quer retirar à AMP competências sobre STCP
O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, não quer que Área Metropolitana do Porto exerça competências de monitorização sobre a STCP e assume que pretende “retirar definitivamente” da AMP essas mesmas competências. O presidente da autarquia portuense referiu, durante uma reunião da Assembleia Municipal do Porto, que a “canibalização” da zona exclusiva da STCP por parte dos operadores privados irá representar, no futuro, uma incapacidade de a cidade conseguir aumentar a oferta da sua rede transportes. Segundo Rui Moreira, “tudo temos feito. Só que infelizmente nós não temos competência nesta matéria, a não ser que vossas excelências nos acompanhem, porque ou esta matéria é resolvida ou nós gostaríamos de retirar, não de suspender, mas de retirar definitivamente à Área Metropolitana do Porto (AMP) as competências nesta matéria“. Moreira afirmou ainda que sente-se “o único” a “representar” a STCP durante as reuniões da comissão da AMP. Recorde-se que a gestão da empresa é repartida por seis município, sendo que a propriedade da STCP continua nas mãos do Estado. Recentemente, o ministro do Ambiente, Matos Fernandes, afirmou que “já parece mal que o Estado seja dono da STCP”, tendo adiantado que “estamos à espera que os municípios manifestem esse desejo, porque só depois é que o Governo pode tomar a iniciativa, por Decreto-lei e à semelhança do que aconteceu com a Carris, de transferir a propriedade da STCP para as autarquias ou para a Área Metropolitana do Porto”.
Rui Moreira disse ainda, durante a reunião, que “não nos enganemos, nesta matéria, e, por muito boas relações que tenhamos com os municípios vizinhos, que temos e queremos ter, os municípios vizinhos, mesmo os que participam na gestão da STCP, porque lá a STCP opera, têm apesar de tudo, uma realidade diferente. É que para eles a STCP é um dos operadores do seu serviço de transporte, sendo que resto é concessionário. Para nós, no Porto, para o bem que é muito e para mal que é algum, só temos a STCP e não queremos, nem temos mais nenhum”. Moreira disse que a ingerência dos operadores privados na zona exclusiva da STCP tem gerado prejuízos na empresa, garantindo que esta “poderá exigir, quer aos operadores privados, quer à AMP, um ressarcimento dos danos verificados em anos passados, em valor próximo de receita apropriada da zona exclusiva”.
por: Pedro Pereira
Tags: AMP   Porto   STCP  
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