O eixo central da 2ª Circular vai ter um sistema de transportes em sítio próprio, que poderá ser um metro ligeiro ou uma Busway. Em entrevista à Transportes em Revista, o vereador da mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa, Miguel Gaspar, revelou que «a Câmara de Lisboa já tinha a ambição de transformar o espaço-canal da 2ª Circular e neste momento estamos a estudar a hipótese de colocar no seu eixo central um sistema de transportes, que poderá ser um metro ligeiro ou um BRT (Busway). Já sabemos onde conseguimos colocar as paragens e como levamos as pessoas para lá». De acordo com Miguel Gaspar, «conseguimos colocar paragens junto à estação de comboios de Benfica, na zona do Colombo, nas Torres de Lisboa, Campo Grande, Aeroporto (e a apenas 300 metros da zona de embarque) e na Avenida Marechal Gomes da Costa, fazendo depois a ligação à Gare do Oriente. E para aceder às zonas de embarque as pessoas só terão de subir ou descer um lanço de escadas».
O vereador afirma que, neste momento, está em discussão se este deve ser um projeto municipal ou se terá um cariz regional: «Estamos mais inclinados para esta última hipótese, porque depois este sistema pode encaixar na CRIL com o corredor em BRT da A5. Isso vai permitir uma coisa extraordinária, que é a ligação direta de Oeiras e Cascais ao aeroporto e à Gare do Oriente».
Para Lisboa, Miguel Gaspar refere que estão previstas outras obras no âmbito da mobilidade, como a construção do projeto da “meia-encosta” que assegurará a ligação, em metro ligeiro (elétrico), das zonas de Alcântara, Ajuda, Restelo, São Francisco Xavier e Miraflores; a extensão do elétrico 15 ao Jamor e a Santa Apolónia; e a construção de um corredor para transportes públicos entre Santa Apolónia e a Gare do Oriente. Outro dos projetos em estudo é o corredor estruturante da Alta de Lisboa, que poderá ser feito em BRT.
Para Miguel Gaspar, «dois terços das pessoas que trabalham em Lisboa não vivem na cidade. E é por isso que a CML tem vindo sempre a dizer que só se resolve a mobilidade em Lisboa, quando se resolver o problema da Área Metropolitana. Há um fluxo de pessoas cada vez maior a entrar na cidade, portanto há um conjunto de projetos que pretendem melhorar a rede de transportes metropolitanos e que são estruturantes para Lisboa. Neste aspeto, devo dizer que há uma grande sintonia entre os vereadores da mobilidade da AML, no sentido de darem passos muito firmes naquilo que é a aposta clara da AML, que é a mobilidade».
O vereador da CML destacou alguns dos projetos, no âmbito da AML, que têm de avançar: «por exemplo, é inequívoco que tem de ser feita a ligação Algés/Reboleira, permitindo a conexão entre as linhas de Sintra e Cascais e todas as zonas envolventes. A ligação entre Paço d´Arcos e o Cacém, servindo o Tagus Parque e Lagoas Parque, também tem de ser feita, assim como as ligações entre Odivelas, Ramada, Hospital Beatriz Ângelo e o Infantado. Outro eixo que tem de ser construído é entre a Gare do Oriente e a Portela de Sacavém, assim como as ligações no Arco Ribeirinho, na margem sul. O que neste momento está a ser discutido é se estas ligações serão em metro ligeiro ou BRT».
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