quarta-feira, 18 de Setembro de 2019

 
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Carga & Mercadorias
30-05-2019

G410 GNL
A ofensiva da Scania no segmento GNL
O Gás Natural Liquefeito (GNL) assume cada vez maior relevância no panorama do transporte rodoviário de mercadorias: não só permite autonomias superiores a versões equivalentes a diesel, como apresenta reduções significativas ao nível do consumo, emissões de CO2 e ruído.

No caminho para a sustentabilidade energética, a Scania apresenta a versão GNL do modelo G410 – com autonomias de até 1.600 quilómetros. Idealizado para transporte de longo curso, distribuição regional e urbana, a nova versão GNL do G410 está equipada com o motor a gás natural mais potente de sempre da nova geração Scania. O OC13 é um motor Euro 6, de 410 cv e 2.000 Nm, e marca o arranque da nova geração camiões movidos a combustíveis alternativos da construtora sueca. Além desta versão, a Scania oferece ainda motorizações de 280 cv (1.350 Nm) e 340 cv (1.600 Nm).

A par do motor OC13, o G410 GNL está equipado com caixa GRS0905R, de 12 velocidades e duas marcha-atrás. O sistema Opticruise permite passagens de mudanças de aproximadamente 0,35 segundos, garantindo uma potência contínua nos vários momentos de condução.

O Scania G410 GNL apresenta uma redução significativa das emissões de CO2 (até 15-20%, no caso do GNL, e até 90% no caso do biogás). Além disso, estas motorizações alternativas apresentam uma performance equivalente às versões a diesel. A versão GNL do G410 vem assim desmistificar a diferença de potência e performance deste camião, em comparação com o modelo equivalente com motor a diesel, sendo desde já uma alternativa ambientalmente e economicamente mais sustentável para as empresas.

Quanto ao reabastecimento, a Scania garante formação a clientes e condutores. Embora o processo seja simples, existem algumas precauções que devem ser tomadas na altura de encher o depósito, entre as quais: usar máscara e luvas (pelo facto do gás se encontrar a temperaturas de -162º C) e limpar ambos os bocais (da mangueira e da entrada do depósito) antes de iniciar o abastecimento com GNL. Todo o processo de abastecimento demora cerca de 15 minutos.

Rede de abastecimento em Portugal
A rede de postos de abastecimento de Gás Natural Liquefeito (GNL) em Portugal é ainda reduzida. Segundo o sítio oficial da Associação Portuguesa do Veículo a Gás Natural (APVGN), existem atualmente seis postos públicos de GNL, pertencentes a duas empresas distintas: Mirandela, Carregado, Picoto e Elvas-Caia (Dourogás); Azambuja e Matosinhos (GALP).

Em Espanha, o número sobe consideravelmente para 144 postos. Por toda a Europa, a rede de postos de abastecimento de GNL e Gás Natural Comprimido (GNC) cresce exponencialmente, à medida que as empresas transportadoras começam a olhar para este combustível alternativo como uma mais-valia a médio/longo prazo.

Como é armazenado o GNL?
O Gás Natural Liquefeito (GNL) é armazenado a baixa pressão (-162º C) em tanques termicamente isolados. Segundo a APVGN, “o reabastecimento do veículo deve ocorrer pelo menos uma vez por semana, para prevenir diminuição de capacidade de armazenagem devido à evaporação”.

A associação explica que o isolamento dos reservatórios de GNL, “por muito eficaz que seja, por si só, não pode manter a temperatura baixa. O GNL é armazenado como produto criogénico, ou seja, em estado líquido à temperatura de evaporação. De forma análoga, o GNL mantém-se praticamente à temperatura constante (-162º C) se for mantido a uma mesma pressão e desde que o vapor (GN na fase gasosa) seja libertado do reservatório”. A APVGN avisa “se isso não se verificar, a pressão e temperatura no interior do reservatório aumentará. No entanto, mesmo a cerca de 7 bar, a temperatura do GNL não será superior a cerca de -128º C”.

por Pedro Venâncio
Tags: GNL   Scania   Scania G410  
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