terça-feira, 12 de Novembro de 2019

 
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Carga & Mercadorias
29-05-2019
Portos Secos e Parques Seguros
TVT investe mais de 100.000€ na eletrificação dos ramais ferroviários
Leonel Cação, administrador do Terminal Multimodal Vale do Tejo (TVT), anunciou a finalização do projeto de eletrificação dos ramais ferroviários do TVT. O responsável, presente na conferência Portos Secos e Parques Seguros, organizada pela Transportes em Revista e APAT – Associação dos Transitários de Portugal, confessou que, desde o passado dia 27 de maio, «foi colocada em tensão energia elétrica que vai permitir que os operadores que utilizam locomotivas elétricas possam entrar e sair do TVT».

O administrador revelou à Transportes em Revista que «este era um projeto pelo qual já lutávamos, há cerca de 20 anos», assegurando ainda que o mesmo «foi sendo realizado ao longo do último ano». Relativamente ao investimento, Leonel Cação avançou que «o projeto de eletrificação foi financiado pela IP, e comparticipado pelo TVT em mais 100 mil euros».

Os principais benefícios deste investimento vão relevar-se na operação. «Tanto nós, como os operadores que operam no TVT, nomeadamente a Medway, achamos que vai ser muito benéfico para as operações dentro do TVT, desde logo permitindo otimizar tempos de carga e descarga, bem como de entrada nos terminais», revelou o administrador do TVT. Com a eletrificação dos ramais ferroviários, «os comboios que iriam à triagem e ser seccionados, podem agora, se assim o entenderem, entrar diretamente no TVT, vindos do norte ou do sul», disse Leonel Cação.

A par deste investimento, o administrador adiantou que «falta concluir uma terceira parte do projeto, neste caso, a sinalização automática». Ainda assim, garante que, «neste momento, já há condições físicas para serem feitos comboios diretos na entrada e saída do TVT».

Uma oportunidade de negócio?
Sobre a temática dos portos secos e dos parques seguros, Leonel Cação confessa que, «para o TVT, o parque seguro é não só uma oportunidade de investimento, mas também uma solução para criar condições de acessibilidade e disponibilidade aos motoristas de estarem mais tranquilos nas operações realizadas no TVT».

«Atualmente», explica o administrador, «temos margem para crescer e garantir uma solução de parque seguro, no entanto, enquanto não houver uma ligação mais forte à A23, não haverá, nesta fase, muito mais a fazer». Segundo Leonel Cação, «temos o parque cheio praticamente todos os dias, e o valor que cobramos é para garantir que os operadores se sintam seguros a operar nas nossas instalações».

Taxativamente, o responsável do TVT afirma que «os parques seguros podem ser efetivamente um business». Numa comparação com os parques espanhóis, «o valor que o TVT cobra não chega nem a 20% dos valores pagos em parques equivalente em Espanha», disse Leonel Cação. «Se forem criadas melhores condições de ligação a algumas infraestruturas, os parques seguros podem verdadeiramente ser uma oportunidade de negócio para quem os gere».

Confrontado sobre a criação de outros terminais em Portugal, Leonel Cação sublinha que «a nossa área tem estado dinâmica nos últimos tempos. Tem existido um operador [Medway] que tem feito largos investimentos nessa ordem». Contudo, confessa que «também não se podem fazer mais uma dezena de parques porque Portugal é um país pequeno, mas há espaço para mais um ou outro investimento, sempre perto da carga, uma vez que é ela que dita o local exigido».
por: Pedro Venâncio
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