sexta-feira, 18 de Outubro de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
23-05-2019
AMP
Operadores reclamam diferencial do passe único
A Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (ANTROP) pronunciou-se sobre o diferencial do passe único entre a Área Metropolitana de Lisboa (AML) e a Área Metropolitana do Porto (AMP), reclamando uma "solução de curtíssimo prazo" para indemnizar os operadores da AMP que ainda não receberam "nenhum pagamento" pelo diferencial do passe único.

Luís Cabaço Martins, presidente da ANTROP, salientou que "na Área Metropolitana do Porto não existiu ainda, até agora, nenhum pagamento pela diferença tarifária, e isso é complicado para os operadores”, cita a Lusa. Além disso, o responsável defende como "absolutamente fundamental que se encontre uma solução de curtíssimo prazo para que os operadores privados não sejam obrigados a suportar o custo social do transporte, que é uma incumbência das autoridades de transporte”.

O responsável daquela associação considera que "não se pode justificar isto com atrasos administrativos ou de análise dos elementos, como tem acontecido”, isto porque “as dívidas que o setor tinha, continuam, não foi pago nem um cêntimo”. No seu discurso, o mesmo reiterou que “independentemente do montante, é um princípio que devia ser respeitado e que está a prejudicar a tesouraria das empresas, agravado pelo facto de também o tarifário social, da responsabilidade do Governo, não ter sido pago ainda relativamente a nenhum mês de 2019”.

O presidente da ANTROP alerta ainda para o facto de que "todas as autoridades de transportes que participam neste programa [PART] já receberam as respetivas tranches do Governo”. Na sua opinião, "se a verificação e a validação dos valores corretos demora muito, aquilo que nós sugerimos é que se façam adiantamentos que depois são corrigidos, como fez a AML e tem funcionado”.

Cabaço Martins apontou ainda para "algumas dificuldades de capacidade de transporte de passageiros” face ao aumento da procura, desde o passado mês de abril. "Teremos de ter muita criatividade e capacidade de trabalho, em conjunto com as autoridades de transportes, para encontrar as melhores soluções para dar resposta possível a este aumento de procura que se está a verificar um pouco por todo o país”, sublinhou.

Cerca de dois meses após a implementação do passe único nas duas áreas metropolitanas, são visíveis as incapacidade da rede em transportar um número crescente de passageiros, todavia, Cabaço Martins recusa ainda quaisquer investimentos para reforço de capacidade por parte dos operadores privados, afirmando "não fazer sentido nesta fase de pré-contratualização”. Para o líder da ANTROP, a solução para o cliente final deve ser procurada "através de compensação da parte das autoridades de transportes ou de revisão da própria rede de transportes”, em suma, uma solução que “não implique investimentos para os operadores".

Recorde-se que o Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART) entrou em vigor no passado mês de abril. A Área Metropolitana de Lisboa receberá um montante de 74,8 milhões de euros (comparticipando com 25 milhões de euros), enquanto que a Área Metropolitana do Porto receberá 15,4 milhões de euros (comparticipando com mais de 377 mil euros).

As restantes Comunidades Intermunicipais (CIM), de norte a sul do país, também estão abrangidas pelo PART, definindo, cada uma delas, as respetivas alterações tarifárias dos transportes públicos.
por: Pedro Venâncio
Tags: AML   AMP   ANTROP   Cabaço Martins   PART  
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