quinta-feira, 22 de Agosto de 2019

 
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08-05-2019
À semelhança da Carris
Governo quer que STCP seja municipal
«Já parece mal que o Estado seja o dono da STCP» - foi com esta frase que o ministro do Ambiente e da Transição Energética, Matos Fernandes, revelou que já é altura dos municípios que atualmente gerem a empresa de transportes públicos – ou até mesmo a Área Metropolitana do Porto – assumam a propriedade da STCP. Segundo o ministro, que falava à margem da conferência “MobiTalks”, evento organizado pela Transportes em Revista e pela JPAB Advogados, «estamos à espera que os municípios manifestem esse desejo, porque só depois é que o Governo pode tomar a iniciativa, por Decreto-lei e à semelhança do que aconteceu com a Carris, de transferir a propriedade da STCP para as autarquias ou para a Área Metropolitana do Porto». De acordo com Matos Fernandes, «hoje, a STCP já é gerida pelos seis municípios onde opera. Na altura, e por razões de histórico e das condições financeiras das autarquias, não foi possível ensaiar a mesma solução que foi tomada para a Carris. Atualmente, as autarquias já têm condições para serem donas da empresa e volto a dizer que até parece mal ainda não terem assumido essa intenção».
Entretanto, em declarações à Transportes em Revista, o primeiro-secretário da AMP, Mário Rui Soares, apenas referiu que a passagem da STCP para o domínio municipal «é uma decisão que não está fechada e que está a ser ponderada».
Recorde-se que no início de 2018, a STCP adotou um novo modelo de gestão, passando a ser gerida pelos municípios do Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Maia, Gondomar e Valongo.

Governo não vai interferir nas redes de metrobus

Matos Fernandes, que foi o orador convidado da primeira sessão do “Mobitalks”, onde falou sobre o tema “A Descarbonização nos Transportes”, disse ainda que «estão projetados cerca de 140 milhões de euros para as redes de metrobus, no Porto», mas afirmou que a Tutela não irá ter qualquer interferência nas decisões que vierem a ser tomadas: «Há-de ser a AMP e os seus autarcas a definir o que querem e como querem. E pode perfeitamente ser a AMP a assumir cada vez mais a responsabilidade das próprias empresas que produzem esta oferta de transportes».
por: Pedro Pereira
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