sábado, 24 de Agosto de 2019

 
STCP
Passageiros & Mobilidade
28-03-2019
800 mil km/ano
Guimarães vai ter nova rede de transportes
A Câmara Municipal de Guimarães apresentou dia 27 de março o “Plano para a exploração do serviço público de transporte rodoviário de passageiros no concelho de Guimarães” que pressupõe o aumento da oferta em 800 mil quilómetros/ano e a comparticipação do município no total de dez anos, entre 2021 e 2030, na ordem dos 25 milhões de euros. 

A proposta de rede foi apresentada pela equipa coordenada por Álvaro Costa, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, que salientou a “complexidade do projeto”.

A rede atual de transportes vai manter-se até ao dia 31 de julho de 2020. No dia 1 de agosto do próximo ano entra em vigor a nova rede, embora condicionada ao fim do contrato de concessão dos TUG, que termina a 1 de março de 2021. Assim, a rede municipal única, com integração da rede urbana, terá incho em março de 2021 e o fim em julho de 2030.

O plano vai implica alterações no reforço da oferta, dando maior relevância na ligação da Estação da CP (Lordelo) — eixo industrial dominante — Espaço Guimarães; Avepark — Taipas — Parque industrial de Ponte — Espaço Guimarães; e Serzedelo — zona Industrial de Guimarães — Moreira de Cónegos — Estação da CP de Lordelo. O mesmo plano definiu ainda o reforço de linhas municipais e urbanas com vista à sua integração, nomeadamente as "linhas do centro urbano"; o "arco Vilar, Selho S. Lourenço, Aldão, Margaride"; o "arco S. Jorge de Selho, Pevidém, Selho S. Cristóvão, Candoso S. Martinho e Candoso S. Tiago, Santo Amaro e Covas; a extensão da linha 11 a Conde e Moreira de Cónegos; a extensão da Linha 21 a Paçô Vieira e cemitério de Monchique; e o transporte flexível em períodos de baixa cobertura da rede regular.
Álvaro Costa afirmou, se acordo com o Guimarães Digital, que "a rede terá melhorias e no cenário futuro serão abrangidos 800 mil Km por ano, com encargos financeiros para o Município e incremento da mobilidade eléctrica".

Relativamente ao tarifário, o mesmo responsável disse que "o modelo será semelhante ao atual, baseado-se em tabelas de relação preço-distância. O bilhete de bordo no centro urbano passa a ser de 1,80 euros para 1,50 euros. Já o passe mensal da linha de cidade, atualmente de 17 euros, passará a abranger todo o centro urbano”.
"A futura rede reforçará o serviço, com a cobertura das freguesias, zonas industriais e Avepark, com reforço no período nocturno, fins de semana e períodos de férias escolares. Está prevista a integração das redes urbana e municipal, a melhoria da frota, devido a uma redução da idade média e a uma clara aposta em autocarros movidos a energia eléctrica", lê-se no estudo.

O plano prevê ainda que possa, no futuro, ser criada uma empresa municipal de transportes, possa existir transporte flexível de passageiros e o estudo económico-financeiro.
por: Sara Pelicano
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