quarta-feira, 17 de Julho de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
28-03-2019
Em 2017
59% das viagens em comboio realizaram-se na região de Lisboa
Em 2017, a maioria das viagens em comboio foram realizadas nos serviços urbanos e suburbanos da região de Lisboa. De acordo com o segundo relatório sobre o “Ecossistema Ferroviário Português”, publicado pela AMT – Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, 59% das viagens foram realizadas em Lisboa, seguido da região do Porto (15%) e do longo-curso (14%). Os restantes 12% foram divididos pelos serviços regionais e os suburbanos da região de Setúbal. O relatório salienta que a atividade desenvolvida pelos dois operadores de transporte ferroviário de passageiros - a CP e a Fertagus – registou em 2017 um aumento de procura na ordem de 6%, relativamente ao ano anterior, tanto em termos de passageiros como de passageiros/quilómetro (Pkm). Relativamente ao transporte de passageiros verifica-se a tendência crescente do número de passageiros e de passageiros quilómetro (PKm) transportados desde 2013 em todos os tipos de serviços ferroviários, com destaque para o crescimento no longo-curso (+38%). Segundo o relatório da AMT, “quando comparado com os restantes países europeus, Portugal apresenta uma quota reduzida (4,2%) do transporte ferroviário no mapa de distribuição modal. Suíça é o país que tem maior representatividade neste modo de transporte (17%) sendo a média europeia de 7,8%”. Já a Base Tarifária Média (BTM) aumentou significativamente na região de Lisboa entre 2012 e 2017 (na ordem dos 10% na CP e 7% na Fertagus). No segmento de longo curso, a BTM mostrou uma tendência claramente decrescente, cerca de -7% face a 2012.
Segundo dados do IRG-Rail, a rede nacional tem uma taxa de eletrificação acima da média europeia (64%) e uma densidade abaixo da média, quer em termos de área, quer de população. A Taxa de Utilização da Infraestrutura (TUI) está também abaixo da média, quer para o transporte de passageiros como para o de mercadorias.
O documento refere ainda que o material circulante ao serviço do transporte de passageiros manteve-se estável entre 2012 e 2017. O material a diesel, utilizado em serviço regional, apresentou uma taxa de imobilização de 26%, superior à taxa apresentada pelo material elétrico, que foi de 12%.
Neste relatório, constata-se ainda que, entre 2015 e 2017, o número de comboios de passageiros suprimidos diminuiu 60%, por oposição à percentagem de comboios com atraso que registou um aumento em todos os serviços. No entanto, em 2017 verificou-se um aumento no número de reclamações (+20% face a 2016).
De acordo com a AMT, “para a elaboração do presente relatório, procedeu-se à análise dos principais indicadores de desempenho do setor ferroviário em 2017 relacionados com a evolução da oferta e da procura de transporte, a qualidade do serviço e a respetiva perceção por parte do cliente, a evolução dos preços e da vantagem comparativa com outros modos em termos de sustentabilidade (ambiental, energética), a mobilidade e o grau de digitalização. É ainda feito o balanço à situação económico-financeira do setor, bem como o impacto da implementação e operacionalização do 4º Pacote Ferroviário da União Europeia”.

Para consultar o segundo relatório sobre o “Ecossistema Ferroviário Português”, clique AQUI
 
por: Pedro Pereira
Tags: AMT   Comboios   CP   Fertagus  
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