sábado, 17 de Agosto de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
21-03-2019
Garante Carlos Humberto de Carvalho
Concurso para reforço da rede rodoviária da AML lançado até ao fim do ano
A Área Metropolitana de Lisboa (AML) vai lançar, até ao final do ano, um concurso público internacional para o reforço da rede de transportes rodoviários, tendo em conta o aumento estimado da procura face à recém-anunciada redução tarifária e à criação do passe único metropolitano. O anúncio foi feito por Carlos Humberto de Carvalho, primeiro-secretário metropolitano da Área Metropolitana de Lisboa, à Lusa.

“Estamos a preparar um concurso público internacional para todo o transporte rodoviário de passageiros, que prevemos lançar ainda este ano, e vai estar nesse concurso toda a rede de transportes rodoviário”. Além disso, o responsável frisou taxativamente que “o que vai ser posto a concurso é o reforço da rede atual, não é a rede atual”.

Segundo Carlos Humberto, o reforço será “mais significado” em locais onde não existem transportes, assim como em zonas onde existem carreiras “mas não com a frequência ou o número de viaturas em circulação suficiente” ou em que “a distância entre um horário e outro é demasiado espaçado”.

O primeiro-secretário metropolitano esclareceu que está em curso a elaboração de um estudo para o desenho da rede de forma a poder ser lançado o concurso, “que tem como condição haver mais transporte, haver mais frequência, os autocarros terem mais qualidade, (...) características de caráter ambiental mais sustentável”. Carlos Humberto acredita assim que o “concurso público responderá – não digo integralmente, porque nunca se responde integralmente – em grande medida às necessidades de transporte rodoviário”. Simultaneamente, e até à conclusão do estudo, “serão feitos reajustes” para o reforço da atual rede, mediante a procura por parte de novos passageiros, a partir do mês de abril.

Carlos Humberto admite ainda que “há algumas carreiras que vão diminuir o número de passageiros e outras carreiras que vão ter uma grande procura”, sendo necessária “alguma margem para retificações no curto prazo”. O reajustamento terá por base um “levantamento de todos os modos de transporte e quais são as necessidades”, revelou.

“Falta-nos fazer uma coisa, que é muito importante, o levantamento das prioridades e, portanto, como os meios são sempre escassos, temos de priorizar aquilo que consideramos mais importante”, acrescentou. “Não há medidas perfeitas, nem soluções completas”. Assim, prossegue Carlos Humberto, se estivéssemos à espera de termos tudo perfeito para lançar os passes, não tínhamos tudo perfeito, nem havia passes”, reiterou.

O primeiro-secretário metropolitano recordou ainda que, em abril, serão dados “alguns passos significativos” na constituição da empresa Transportes Metropolitanos de Lisboa, responsável pela gestão de todo o sistema de transportes, bilhética e informação ao utente.
por: Pedro Venâncio
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