quinta-feira, 22 de Agosto de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
20-03-2019
Viseu
MUV vai integrar transportes, estacionamento, bicicletas e trotinetas
A Câmara Municipal de Viseu apresentou hoje o MUV – Mobilidade Urbana de Viseu, um sistema integrado de mobilidade do qual fazem parte os transportes públicos, o estacionamento e os modos suaves, como a bicicleta as trotinetas. O MUV representa um investimento de cerca de 30 milhões de euros e irá entrar em funcionamento já no próximo mês de abril. Em declarações à Transportes em Revista, o presidente da Câmara Municipal de Viseu, Almeida Henriques, referiu que «o MUV é uma nova forma de olhar para a mobilidade, não só na cidade de Viseu, como em todo o concelho. É uma inovação muito grande, porque a cidade não tinha transportes urbanos e agora vai passar a ter seis minibuses a fazer o circuito urbano e dois autocarros elétricos a realizar o circuito do centro histórico. Vamos também reforçar as ligações interurbanas, com a criação de 23 linhas, que farão a ligação entre as diferentes freguesias do concelho e o centro de mobilidade de Viseu. Vamos também apostar no transporte a pedido, beneficiando os territórios de baixa densidade, através do serviço “telebus”. Depois também quisemos integrar no sistema a chamada mobilidade suave, através da criação de um sistema de bicicletas partilhadas e trotinetas».
O MUV está assim assente em cinco componentes e áreas de atuação: Transportes Públicos; Estacionamento Integrado, uma nova Central de Mobilidade de Viseu com sistema de gestão integrado e inteligente; uma rede de Transporte a pedido para as freguesias de baixa densidade; e uma rede urbana de ciclovias, o MUV Bike.
Na área dos transportes públicos, a operação dos transportes urbanos (MUV Transportes) e do transporte a pedido (Telebus) será realizada pela empresa Berrelhas, que venceu o concurso público para a concessão do serviço e que irá investir 6,5 milhões de euros. No Telebus serão utilizados táxis com capacidade para transportar até quatro pessoas, com a vantagem de «que vamos buscar as pessoas às horas que elas definirem», disse Almeida Henriques. A gestão do estacionamento, que se chama MUV Parque, ficará a cargo da empresa SABA e representa um investimento privado de 10,5 milhões de euros. Já a nova Central de Mobilidade tem um investimento de 4,5 milhões de euros, obra que foi cofinanciada em 85% pelo PEDU - Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano. Em relação ao MUV Bike, Almeida Henriques salientou que «estamos a credenciar as trotinetas e vamos impor algumas condições, como a não circulação a mais de 25 Km/h nos passeios, a criação de ilhas de estacionamento entre outras. E vamos ter o mesmo procedimento para a concessão das bicicletas, criando uma rede de ciclovias na cidade». 





Para o autarca, «a plataforma do MUV deverá estar concluída em meados de setembro/outubro. Vai permitir saber os tempos de espera dos autocarros, permitirá comprar o bilhete ou o passe e validá-lo. Ou, por exemplo, comprar um bilhete e reservar uma bicicleta. Irá, inclusive, permitir saber se na rua para onde vou tenho um lugar de estacionamento, porque o MUV Parque irá ter 1700 lugares com sensores. Iremos ter passes para famílias, empresas, seniores, estudantes e um passe social. Como autoridade de transportes, quisemos estimular a adesão das pessoas ao sistema de mobilidade, criando conforto».
Todo o sistema será integrado num único sistema de bilhética permitindo aceder a todos os modos de mobilidade com recurso a apenas um cartão. Segundo o edil viseense, «houve a preocupação de termos uma visão integrada e encontrar um sistema que não fosse muito pesado financeiramente para a autarquia e permitisse algum equilíbrio na sua sustentabilidade. Para além dos investimentos privados, a bilhética também foi financiada por fundos comunitários e as vias cicláveis pelo PEDU. A Câmara também irá alocar meio milhão de euros por ano para o funcionamento do sistema, porque entende que as redes urbanas e o transporte a pedido não vão ser autossustentáveis. Por outro lado, também iremos ter um veículo autónomo a circular, o Viriato, que irá substituir o funicular e que nos irá permitir poupar cerca de 80 mil euros por ano. E o Viriato também fará parte deste investimento». 
 

por: Sara Pelicano
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