domingo, 17 de Novembro de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
19-03-2019
Nova associação
APMobi quer ser «a voz» dos motoristas de táxi
A APMobi – Associação Portuguesa para a Mobilidade foi hoje apresentada em Lisboa e visa lutar pela modernização do setor do táxi, por um serviço de excelência e por melhores condições para os motoristas e passageiros. A associação arranca com quatro promotores e conta com o apoio da mytaxi, plataforma que chegou a Portugal há três anos e conta com 1.500 taxistas aderentes. 

No decorrer da apresentação da APMobi, Pedro Pinto, diretor-geral da mytaxi salientou que é preciso rever a legislação de base deste setor, que data de 1998, e que se nada for feito «poderão estar em causa mais de metade dos 30 mil postos de trabalho gerados pela indústria do táxi».

A APMobi já reuniu com alguns grupos parlamentares e quer continuar a fazer este trabalho de sensibilização junto do Governo e das outras entidades que já representam os táxis, como sejam a Antral e a Federação Portuguesa do Táxi.

«Queremos ser a voz dos motoristas que não se sentem representados e lutar pelo futuro deste setor. Esta é uma associação sem fins lucrativos, pelo que não tem cotas, que pretende representar os motoristas de táxi e ser um espaço para partilhar ideias», disse Pedro Pinto.

A Associação Portuguesa para a Mobilidade tem como origem o grupo de motoristas de táxis que lançou a petição “Pelo Futuro do Táxi: só uma mudança real pode salvar o setor”.

Carlos Moreira, taxista no Porto e um dos membros fundadores da associação, referiu que «defendem regras justas e equilibradas para todos».

Outro membro fundador, Ricardo Aivado, taxista no Algarve relembra que, em 2017, a região recebeu quatro milhões de turistas e que não há taxistas suficientes para este volume de oferta. «No Algarve há 505 táxis e quatro milhões de turistas, em 2017, segundo o Instituto Nacional de Estatística, são rácios que não suportáveis». O motorista de táxi do Algarve referiu ainda que o transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma eletrónica – TVDE – «tem afetado» os taxistas algarvios. Por isso relembrou que é preciso mexer nas «restrições territoriais, nos preços, nos contingentes e no acesso aos portos e aeroportos».

Um cenário semelhante foi referido pelo motorista do Porto, Carlos Moreira, que lembrou as viagens em vazio porque se transporta um passageiro do centro da cidade para o aeroporto tem sair desta infraestrutura sem passageiros, uma vez que apenas os taxistas indicados para o contingente do aeroporto (no caso do Aeroporto Francisco Sá Carneiro são 33, mais onze que semanalmente são indicados de municípios vizinhos à Maia onde se localiza o aeroporto) podem recolher clientes nas chegadas.

A flexibilização das fronteiras geográficas, a flexibilização e simplificação de tarifas, a regulamentação das licenças, e a facilitação do transporte de aeroportos e portos para passageiros que escolhem o táxi são algumas das propostas que a APMobi.

A APMobi defende ainda a criação de uma tarifa fixa para o transporte de passageiros vindos de portos e aeroportos e relembra que os taxistas do interior têm também de ser defendidos pois «continuam a prestar um verdadeiro serviço público».

De referir que em Portugal estão registados 13 mil motoristas de táxi.
por: Sara Pelicano
Tags: APMobi   táxi   TVDE  
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