quarta-feira, 26 de Junho de 2019

 
caetano 468x60
Passageiros & Mobilidade
01-03-2019
0,15€ por minuto
JUMP para uma das 750 bicicletas da Uber e pedale por Lisboa
A Uber apresentou em Lisboa a JUMP, um sistema de bicicletas elétricas partilhadas dockless. A capital portuguesa torna-se assim na primeira cidade europeia a receber este serviço totalmente disponível com 750 bicicletas, cobrindo cerca de 90% da área do município. Até ao dia 10 de março, todos os utilizadores poderão usufruir de duas viagens de 20 minutos por dia gratuitamente. Após este período, as viagens têm um custo de 0,15 euros por minuto.



Todas as bicicletas JUMP são elétricas, facilitando a deslocação dos utilizadores pelas ruas da capital, mesmo com declive. Os 250W de potência permitem aos velocípedes atingir 25 km/h e ter uma autonomia entre 35 e 40 quilómetros. Fonte da Uber esclareceu à Transportes em Revista que, à semelhança do que acontece com as trotinetas, existe uma equipa responsável por recolher, carregar e realizar a manutenção necessária a todas as bicicletas.

O vermelho vivo torna as bicicletas da Uber inconfundíveis. Robustas, integram ainda um sistema de bloqueio integrado, isto é, um cadeado incorporado que deve ser obrigatoriamente trancado ao mobiliário urbano ou nas zonas dedicadas a esse estacionamento, no final de cada viagem.



Assim, e ao contrário das GIRA (da EMEL), as JUMP podem ser parqueadas nas centenas de docas para bicicletas espalhadas por Lisboa. Todavia, o sistema dockless não retira aos utilizadores a obrigação de utilizar a funcionalidade true-lock e parquear devidamente os velocípedes em áreas devidamente assinaladas para o efeito. Com foco na segurança de todos, este sistema evita assim comportamentos que possam colocar em causa a utilização responsável e ordenada do espaço público.

“A expansão da JUMP em Lisboa reforça o compromisso da Uber em oferecer várias opções de mobilidade, garantindo opções seguras e económicas para a primeira e última parte da viagem”, esclarece a empresa. Além disso, durante o lançamento, a JUMP irá organizar demonstrações de segurança e oferecer gratuitamente capacetes para sensibilizar os utilizadores a viajarem de forma mais segura.

“Lisboa tem mais um opção para chegar onde quer” – foi este o tópico para o início da apresentação das JUMP, no salão nobre da Pousada de Lisboa, a cargo de Ryan Rzepecki, CEO e cofundador da empresa, e de Miguel Gaspar, vereador da Mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa.


Animado com o arranque da operação na capital portuguesa, Ryan Rzepecki confessou que Lisboa foi a primeira cidade que visitou na Europa, tornando este um momento ainda mais especial. “Estamos entusiasmados em lançar as bicicletas elétricas JUMP em Lisboa e contribuir para que mais pessoas consigam viajar em alternativa ao carro próprio. Com a JUMP, queremos oferecer mais opções de mobilidade e reduzir o congestionamento de tráfego em Lisboa”.

No seu discurso, Miguel Gaspar, vereador da Mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa, congratulou-se por “mais um dia feliz na mobilidade em Lisboa”. Além disso, o mesmo não deixou de reforçar o “fortíssimo compromisso de Lisboa com o Acordo de Paris”, por forma a “melhorar o ambiente urbano e a mobilidade futura”. Para Miguel Gaspar, “Lisboa quer estar no pelotão da frente a nível europeu e continuar um exemplo a nível mundial”.

O responsável pelo pelouro da Mobilidade da CML sublinhou ainda que, com a entrada destes novos operadores, “Lisboa mostrou que é possível andar em modos mais sustentáveis”. Atualmente são feitas “mais de 20 mil viagens por dia em bicicletas e trotinetas em Lisboa”, ficando a promessa de mais quatro mil lugares de parqueamento para velocípedes. Na opinião de Miguel Gaspar, “estas soluções não são para todos, mas para muitos”.



O vereador anunciou ainda o aumento da rede de vias cicláveis, afirmando que “queremos ter 200 quilómetros de ciclovias até ao final do mandato”, por forma a que “10% das viagens em Lisboa sejam realizadas com recurso a bicicletas”. Miguel Gaspar reforçou também a importância dos peões e de quem se desloca a pé pela cidade. “O peão é muito importante, e por isso é preciso segurança”. O alerta para o parqueamento dos velocípedes em docas e zonas destinadas para o efeito foi assim reforçado.

“Lisboa impõe regras à entrada destes serviços. Todos os meses há reuniões com os operadores, são ajustadas as regras, e discutimos melhorias do serviço prestado por cada um. Discutimos a fiscalização, regulamos as zonas vermelhas... Lisboa faz o melhor que se faz no mundo em questões de mobilidade”, sublinhou Miguel Gaspar.

Tal como havia dito na apresentação de um serviço de trotinetas elétricas partilhadas, Miguel Gaspar voltou a reforçar a importância de “um novo meio de transporte na cidade, que é o telemóvel”, e com o qual o utilizador pode “chamar” qualquer meio à sua disposição.
por: Pedro Venâncio
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