sábado, 20 de Julho de 2019

 
RL 468x60
Passageiros & Mobilidade
09-01-2019
Metropolitano de Lisboa
Estado abre concurso para a construção das estações Estrela e Santos
Foi lançado esta quarta-feira o concurso público internacional para a construção de duas novas estações do Metropolitano de Lisboa: Estrela e Santos. O projeto de expansão, no valor de 210 milhões de euros, deverá estar concluído em 2023, concretizando o plano da criação da linha circular do Metropolitano de Lisboa.

A concretização da linha (verde) circular implica a construção de duas novas estações – Estrela e Santos – e ainda um túnel com 1.956 metros em via dupla. Simultaneamente, a atual linha amarela funcionará entre as estações Telheiras e Odivelas. A linha circular vai permitir a redução dos tempos de espera dos passageiros para três minutos e 50 segundos, ao invés dos atuais cinco minutos e 35 segundos.



Em pleno funcionamento, espera-se igualmente um aumento da procura pela rede do metro – 8,9 milhões de passageiros por ano – razão pela qual foi anunciada a necessidade de contratação de mais oito maquinistas e 12 operadores comerciais.

Investimento
Dos cerca de 210 milhões de euros, o projeto contará com cerca de 127 milhões de euros do Fundo Ambiental e 83 milhões de euros provenientes de fundos europeus, no âmbito do POSEUR.

“O investimento no centro é base para toda a expansão da rede do metro. Não fazia sentido expandir para a periferia sem robustecer no centro da cidade”, esclareceu António Costa durante a cerimónia de abertura do concurso público internacional, na estação Alto dos Moinhos. Por sua vez, João Matos Fernandes, ministro do Ambiente e da Transição Energética, disse que “este é o investimento que melhor estrutura a rede do metro para o curto e longo prazo e conjugação com outros modos de transporte”.

Quanto ao alargamento da rede para a periferia da cidade, Fernando Medina foi taxativo, afirmando que “a opção pela linha circular vem estabilizar o mais poderoso instrumento de mobilidade de Lisboa, a partir do qual tudo será possível realizar”. Nas palavras do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, uma futura expansão do metro até às Amoreiras ou Alcântara não está descartada.

“Grande risco”
Esta foi a expressão de António Costa em relação à conclusão das obras de expansão do Metropolitano de Lisboa. O primeiro-ministro assume que será difícil cumprir esta meta uma vez que qualquer imprevisto, como a impugnação do concurso por parte de um dos concorrentes, fará de imediato prolongar o projeto. Todavia, o mesmo caracteriza a expansão do metro de Lisboa como uma “peça fundamental” para a toda a estratégia desenvolvida pelo Metropolitano de Lisboa, o qual já encomendou 14 novas unidades triplas e um novo sistema de segurança.

Anunciado em maio de 2017, o projeto sofreu sucessivos atrasos, prevendo-se o arranque dos trabalhos somente para outubro de 2019.
por: Pedro Venâncio
1107 pessoas leram este artigo
271 pessoas imprimiram este artigo
0 pessoas enviaram este artigo a um amigo
0 pessoas comentaram este artigo
Comentários
Não existem comentários
  
Deixe o seu comentário!

 


 

  

 
 
 
 
 
 
 
 
 












RSS TR Twitter Facebook TR Transportes em revista

Dicas & Pistas © 2009, Todos os Direitos Reservados

Condições de Utilização | Declaração de Privacidade
desenvolvido por GISMÉDIA