sexta-feira, 19 de Julho de 2019

 
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Carga & Mercadorias
19-12-2018
Entre janeiro e outubro
Portos registam quebra de 4,3% no volume de carga movimentada
Entre janeiro e outubro de 2018, os portos do continente registaram uma quebra de 4,3% no volume de carga movimentada, face a igual período de 2017, esclarece a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT). Nos primeiros dez meses do ano, o destaque vai para as “perdas acentuadas” dos portos de Lisboa e Setúbal, “fruto da instabilidade laboral que se tem vindo a verificar”.

Neste período, os portos do continente movimentaram 77,8 milhões de toneladas de carga, menos 4,3% que em 2017. Positiva é a variação homóloga do volume de contentores com um crescimento de 0,4% em número de unidades. No que respeita ao mês de outubro, último mês em análise, Aveiro, Figueira da Foz e Faro são os únicos portos a registar um aumento do volume de carga movimentada, com um acréscimo de 335,5 mil toneladas no seu conjunto.

Quanto ao volume total de quebras ao nível da carga movimentada nos primeiros dez meses, situa-se em menos 3,85 milhões de toneladas, sendo o Porto de Sines o maior responsável por este valor. Face à redução da importação de recursos energéticos, aquele porto “perdeu 2,43 milhões de toneladas”, significando uma redução de 5,7% do seu volume máximo histórico nos períodos homólogos.

O relatório da AMT revela ainda que “mais de metade dos mercados existentes registaram quebras no seu volume, num total que excede as 5,6 milhões de toneladas”. Entre os mercados em “queda”, destaque para o carvão, produtos petrolíferos e petróleo bruto no Porto de Sines. “Apenas 23 mercados (em 57) registaram acréscimos, que ultrapassam ligeiramente as 2,1 milhões de toneladas”. A carga contentorizada em Sines e em Leixões foi o maior indicador com acréscimos de 600 mil toneladas e 313,4 mil toneladas, respetivamente.

Quanto ao número de escalas, foram registados 8732 navios de diversas tipologias entre janeiro e outubro, a que correspondeu um volume global de arqueação bruta (GT) de 166,7 milhões. No geral, existe uma assimetria no comportamento dos diversos portos, com destaque para Aveiro (+1,8%) que atingiu a sua marca mais elevada de sempre. As variações negativas mais expressivas verificam-se no Porto de Lisboa, com menos 15,6% no número de escalas e menos 18% no volume de arqueação bruta.
por: Pedro Venâncio
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