quarta-feira, 22 de Maio de 2019

 
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Carga & Mercadorias
21-11-2018
Grupo Sousa
Luís Miguel Sousa defende terminais exclusivos para regiões autónomas
Na quarta conferência do Ciclo de Palestras SRS Advogados/Transportes em Revista, Luís Miguel Sousa, presidente do Grupo Sousa, defendeu a criação de terminais portuários dedicados ao transporte para as regiões autónomas nos portos de Lisboa e Leixões. Segundo o empresário português, «um terminal dedicado ao serviço das regiões autónomas permitiria aos armadores, que operam com as ilhas, terem economias de escala porque operavam todos no mesmo terminal». O responsável da empresa com sede na Madeira referiu ainda que esta medida iria garantir «uma maior regularidade» porque aquilo que está em causa é «o abastecimento das regiões insulares». Luís Miguel Sousa relembra que «os stocks da Madeira não estão na Madeira, nem a dos Açores, está nos Açores. Como o abastecimento é feito com regularidade é feito quase just in time». Para o presidente do Grupo Sousa, ao existirem terminais exclusivos, garante-se «que a eficiência da operação é melhorada». No entanto, revela que a ideia não é nova: «O Governo Regional dos Açores, há um ano, propôs isso ao Governo da República. O problema é encontrar a solução. Uma vez encontrada a solução, temos condições que para que isso possa ser feito de forma eficiente. Mas lembro que há decisões que precisam de ser ponderadas. Por exemplo, se acabarmos com as operações nos terminais na zona norte do Tejo e as passarmos todas para sul, vamos acrescentar 100 a 150 euros por TEU para o transporte para as regiões autónomas. É um aumento de 15% e que é brutal para as populações insulares».



Situação nos portos de Lisboa e Setúbal «é inqualificável»

A situação de greve que tem afetado as operações portuárias nos portos de Lisboa e Setúbal é descrita por Luís Miguel Sousa como «inqualificável. Temos a lei que define o trabalho portuário e a lei tem de ser cumprida». O empresário relembra que esta situação tem impactos na atividade e há mesmo armadores que podem abandonar o porto de Lisboa. «Nós temos uma grande operação com Lisboa, um em cada cinco contentores que entra no porto de Lisboa são navios do Grupo Sousa. Há neste momento um conjunto de armadores que estão a abandonar as operações em Lisboa, o que é mau para o país. Lisboa é uma cidade portuária e há muitos empregos que estão criados e se mantêm com a atividade marítima». Luís Miguel Sousa refere que «segundo a AGEPOR, nos últimos dez anos, o Porto de Lisboa teve 120 pré-avisos de greve. Agora temos uma greve decretada às horas extraordinárias até 1 de janeiro de 2019. Não sabemos quais são os objetivos, mas uma coisa sabemos, o Porto de Lisboa não sobrevive muitos mais anos com esta conflitualidade permanente».
Luís Miguel Sousa falou ainda dos desafios do futuro no shipping que passam pelos novos meios de propulsão e pela concentração de grandes grupos de armadores. 

Saiba tudo na edição n.º 189 da Transportes em Revista. 




A próxima sessão do Ciclo de Palestras SRS Advogados/Transportes em Revista decorre dia 29 de novembro e contará com a presença de Carlos Vasconcelos, presidente da Medway, que falará sobre "A realidade do transporte ferroviário de mercadorias".
 
por: Pedro Costa Pereira e Sara Pelicano
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Comentários
22-11-2018 0:23:03 por Manuel Monteiro
Mais terminais para quê, para poder escravizar ainda mais os Estivadores, o que se deve é construir áreas Logísticas para que toda a mercadoria que é necessária na Ilha ter um stok de mantimentos para qualquer emergência
  
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